Mercado de milho encerra o ano sob pressão
No fechamento do dia, o contrato março recuou 0,06%
No fechamento do dia, o contrato março recuou 0,06% - Foto: AgResource
O mercado internacional de milho encerrou o ano pressionado por fatores negativos, com os contratos testando mínimas recentes e sinalizando um ambiente ainda cauteloso para os próximos meses. Segundo a TF Agroeconômica, os preços na Bolsa de Chicago fecharam em baixa, refletindo a combinação de fundamentos majoritariamente baixistas e a ausência de notícias capazes de sustentar uma reação mais consistente.
No fechamento do dia, o contrato março recuou 0,06%, ou 0,25 centavo de dólar por bushel, encerrando a US$ 440,25, enquanto o vencimento maio também caiu 0,06%, para US$ 448,25. O milho acumula desvalorização de 4,2% no ano, com o contrato março registrando novas mínimas na semana e testando um nível técnico relevante de suporte. A pressão vem da fraqueza residual observada nos mercados de trigo e soja, além do baixo volume de negócios e da falta de fatores altistas mais claros.
No cenário internacional, a China segue incentivando o aumento da produção agrícola, com destaque para a trajetória ascendente da produtividade do milho. O avanço no uso de sementes transgênicas tende a elevar o potencial de rendimento, contribuindo para uma leitura mais baixista do mercado. Já no Leste Europeu, os ataques à infraestrutura da Rússia e da Ucrânia continuam afetando o fornecimento de fertilizantes para a Ucrânia, fator considerado de viés altista.
Na América do Sul, a Bolsa de Cereales de Buenos Aires informa que o plantio argentino alcançou 84,2%, porém as condições das lavouras recuaram 4% na semana, com 82% de aproveitamento. Nos Estados Unidos, o mercado aguarda os dados semanais de exportação referentes à semana de 18 de dezembro, com expectativa entre 1 milhão e 2 milhões de toneladas, número visto como insuficiente para alterar o quadro atual. Tecnicamente, o milho março testa o suporte da média móvel de 100 dias, em 438,12, mantendo-se dentro de uma ampla faixa de negociação observada nos últimos dois meses.