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Mercado de milho segue pressionado

Em Santa Catarina, o mercado segue travado


Em Santa Catarina, o mercado segue travado Em Santa Catarina, o mercado segue travado - Foto: Sheila Flores

O mercado de milho nos estados do Sul e no Mato Grosso do Sul atravessa um período de baixa fluidez, marcado por avanço da colheita, desalinhamento de preços e negociações pontuais. Levantamento da TF Agroeconômica, com base em dados oficiais e regionais, mostra que a combinação entre maior oferta, cautela dos compradores e demanda seletiva segue limitando a formação de preços e o ritmo dos negócios.

No Rio Grande do Sul, a ampliação da colheita tem pressionado o mercado, com referências bastante abertas e negócios concentrados entre cooperativas e pequenas indústrias. O preço médio estadual apurado pela Emater recuou na semana, refletindo o aumento da disponibilidade e a ausência de uma demanda mais ativa. A colheita já alcança 28% da área, enquanto a semeadura está praticamente concluída. As condições das lavouras são heterogêneas, com impacto pontual da irregularidade das chuvas em áreas de sequeiro, ao passo que lavouras irrigadas mantêm produtividades médias a elevadas.

Em Santa Catarina, o mercado segue travado pelo impasse entre pedidas dos produtores e ofertas das indústrias, mantendo a liquidez reduzida. A oferta permanece controlada pela retenção de estoques, enquanto a demanda atua de forma pontual, em um ambiente influenciado por custos logísticos elevados e menor atividade sazonal.

No Paraná, as negociações continuam restritas mesmo com o avanço dos trabalhos de campo. Os preços seguem irregulares entre as regiões, com maior pressão nas áreas produtoras e reações localizadas em polos consumidores. A colheita da primeira safra ainda é inicial, com lavouras em bom estado geral, enquanto o plantio da segunda safra avança lentamente.

Já no Mato Grosso do Sul, o excesso de milho disponível mantém as cotações pressionadas, apesar da atuação do segmento de bioenergia como fator de sustentação parcial. A maior oferta típica do início do ano e a cautela da demanda interna prevalecem, limitando qualquer reação mais consistente dos preços.
 

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