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Mercados agrícolas operam com ajustes e cautela

A soja apresenta recuo nos contratos futuros em Chicago


A soja apresenta recuo nos contratos futuros em Chicago A soja apresenta recuo nos contratos futuros em Chicago - Foto: United Soybean Board

Os mercados agrícolas iniciam a sexta-feira com movimentos moderados, refletindo ajustes técnicos, fatores cambiais e incertezas geopolíticas que influenciam as principais commodities negociadas internacionalmente. De acordo com a TF Agroeconômica, o cenário combina realização de lucros, variações no dólar e atenção aos fluxos de exportação e à evolução das safras nos principais países produtores.

No mercado de trigo, os contratos em Chicago operam com leves oscilações, diante da possibilidade de realização de ganhos após as recentes altas. A valorização do dólar frente ao euro nos últimos dois pregões exerce pressão adicional sobre as cotações, embora fatores de sustentação sigam presentes. Entre eles estão o avanço anual de 18,38% nas exportações dos Estados Unidos e a ausência de definições sobre um acordo de paz na região do Mar Negro. Além disso, projeções do USDA indicam aumento das importações chinesas de trigo nesta temporada, passando de 4,2 milhões para 6,0 milhões de toneladas, em função da qualidade insuficiente da produção doméstica. No mercado físico brasileiro, os preços mostram estabilidade no Rio Grande do Sul e leve recuo no Paraná.

A soja apresenta recuo nos contratos futuros em Chicago, influenciada pela realização de lucros no mercado de petróleo e pelo andamento da safra brasileira, que mantém expectativa de produção recorde próxima de 180 milhões de toneladas. O atraso de 20,47% nas exportações americanas em relação ao ano anterior, a ausência de novas compras chinesas nos Estados Unidos e o ambiente de instabilidade política internacional contribuem para a pressão negativa. Soma-se a esse quadro a paralisação das importações de soja pela Tailândia, causada por incertezas políticas internas, enquanto o mercado acompanha a alta do óleo de girassol no Mar Negro, que atingiu US$ 1.300 FOB.

No milho, as cotações recuam em Chicago após duas sessões de ganhos. O mercado segue impactado por incertezas políticas nos Estados Unidos, incluindo dúvidas sobre o uso contínuo do E-15, não contemplado no atual pacote de financiamento em análise no Congresso. Apesar disso, os preços encontram suporte nas fortes exportações americanas e na escassez hídrica em regiões da Argentina, que limita o potencial de queda.
 

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