Milho reage com ajustes técnicos e apoio externo
Em Chicago, os contratos futuros de milho também registraram ganhos
Em Chicago, os contratos futuros de milho também registraram ganhos - Foto: Canva
O mercado de milho apresentou recuperação nas cotações ao longo da quinta-feira, refletindo ajustes técnicos e movimentos de compras de oportunidade tanto no ambiente doméstico quanto internacional. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados na B3 fecharam em alta, sustentados pelo avanço em Chicago e por correções após quedas recentes.
No mercado brasileiro, a perda de competitividade do milho para exportação tem direcionado maior volume de grãos ao consumo interno, fator que contribui para limitar pressões mais intensas de baixa. Esse movimento ajudou a dar suporte às cotações futuras, que mostraram reação positiva no pregão, ainda que o desempenho semanal siga negativo. O contrato com vencimento em março de 2026 encerrou o dia cotado a R$ 68,49, com valorização diária de R$ 0,53, apesar de acumular queda de R$ 1,26 na semana. Para maio de 2026, o fechamento foi de R$ 68,13, alta de R$ 0,50 no dia e recuo semanal de R$ 1,02. Já o vencimento de julho de 2026 terminou cotado a R$ 67,26, com leve avanço diário de R$ 0,01 e perda de R$ 0,88 na semana.
Em Chicago, os contratos futuros de milho também registraram ganhos moderados, refletindo um cenário de demanda ainda considerada elevada. O vencimento março fechou com alta de 0,17%, a US$ 4,30,75 por bushel, enquanto o contrato maio avançou 0,23%, encerrando a US$ 4,39,00 por bushel. O movimento ocorreu em meio ao equilíbrio entre fatores políticos e fundamentos do mercado. Apesar da queda de 59% nas vendas semanais, o volume acumulado do ano comercial permanece 33% acima do registrado no mesmo período do ciclo anterior. Na Argentina, o plantio alcançou 97,2%, mas a redução das lavouras classificadas como excelentes ou boas para 46% mantém o viés de sustentação dos preços diante dos riscos climáticos.