Mercados agrícolas iniciam o dia com ajustes
A soja opera em queda, acompanhando o recuo de seus derivados
A soja opera em queda, acompanhando o recuo de seus derivados - Foto: Nadia Borges
Os mercados agrícolas iniciam o dia com movimentos mistos, refletindo fatores climáticos, ajustes de oferta e demanda e o comportamento recente das exportações globais. As indicações de preços e tendências foram divulgadas pela TF Agroeconômica, apontando um cenário de cautela entre os agentes.
No trigo, os contratos em Chicago registram leve alta após uma sequência de quatro sessões positivas. A valorização está ligada às preocupações com as condições das lavouras de inverno nos Estados Unidos, especialmente nas Grandes Planícies do Sul, onde a previsão de chuvas segue limitada. Apesar disso, o mercado pode enfrentar realização de lucros diante dos ganhos recentes. No Brasil, os preços continuam avançando de forma gradual, sustentados pela escassez de produto de melhor qualidade.
A soja opera em queda, acompanhando o recuo de seus derivados. A previsão de chuvas no Meio-Oeste americano, seguida por dias secos favoráveis ao plantio, pressiona as cotações. Soma-se a isso a confirmação de exportações mais fracas dos Estados Unidos e compras chinesas abaixo do esperado. No cenário internacional, o ambiente geopolítico mais estável contribui para a queda do petróleo, influenciando o complexo soja. Regionalmente, os preços no Brasil mostram sustentação, enquanto há atrasos relevantes na colheita argentina, com riscos crescentes à qualidade dos grãos.
O milho apresenta leve alta em Chicago, impulsionado pelo ritmo forte das exportações norte-americanas, que já superam com folga a projeção anual. Ainda assim, o avanço é limitado pelas condições climáticas favoráveis ao plantio da próxima safra. No Brasil, os preços seguem em queda, refletindo a pressão da oferta no curto prazo, com expectativa de recuperação a partir do segundo semestre, conforme os estoques diminuam.