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Tarifas suspensas reduzem tensão comercial

Brasil e Estados Unidos mantêm relação estratégica no setor químico


Brasil e Estados Unidos mantêm relação estratégica no setor químico Brasil e Estados Unidos mantêm relação estratégica no setor químico - Foto: Foto: Portos RS

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais tarifas adicionais impostas sobre produtos importados traz novos contornos ao comércio bilateral no setor químico. A medida restabelece as alíquotas regulares e reduz, ao menos no curto prazo, as incertezas que vinham afetando as exportações brasileiras.

A Associação Brasileira da Indústria Química avalia que a retirada das tarifas extras de até 40% devolve previsibilidade às relações comerciais entre os dois países. As sobretaxas atingiam diretamente produtos que representam 13,7% do total exportado pelo Brasil ao mercado externo no segmento químico, dentro de um volume global de US$ 15,5 bilhões vendidos a diferentes destinos. Além do impacto direto, a medida anterior também afetava cadeias de valor que utilizam insumos químicos brasileiros na fabricação de bens destinados aos Estados Unidos.

Segundo a Abiquim, a decisão judicial tende a aliviar pressões sobre contratos, fluxos logísticos e planejamento produtivo tanto no Brasil quanto no mercado norte-americano, em um setor marcado por forte integração industrial e investimentos cruzados. A entidade informa que acompanha os desdobramentos da decisão, incluindo sua efetiva implementação, a devolução retroativa de valores pagos por importadores e a possibilidade de novas medidas por parte da Casa Branca.

Brasil e Estados Unidos mantêm relação estratégica no setor químico, com elevado grau de complementaridade. Os Estados Unidos são destino relevante das exportações brasileiras e registram superávit anual próximo de US$ 8 bilhões na balança setorial frente ao Brasil. Mais de 20 empresas químicas instaladas no país têm capital norte-americano, e parte delas destina cerca de 50% da produção ao mercado dos Estados Unidos, incluindo produtos que não são fabricados naquele país.

A Abiquim defende que previsibilidade regulatória e respeito às regras do comércio internacional são fundamentais para a segurança jurídica, manutenção de investimentos e preservação de empregos, e sustenta que eventuais divergências devem ser tratadas por meio do diálogo técnico e diplomático.
 

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