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Cenário externo pesa sobre preços de grãos

A soja também começou a semana em queda na Bolsa de Chicago


A soja também começou a semana em queda na Bolsa de Chicago A soja também começou a semana em queda na Bolsa de Chicago - Foto: Pixabay

Os mercados agrícolas iniciaram a semana com movimentos predominantemente negativos nas principais bolsas internacionais, refletindo ajustes técnicos, cautela dos investidores e expectativas em relação a dados oficiais que podem redefinir o rumo dos preços. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário de abertura desta segunda-feira mostra pressão sobre trigo, soja e milho, com fatores distintos influenciando cada mercado.

No trigo, os contratos futuros negociados em Chicago operam em baixa após o fechamento negativo da semana anterior. A redução das preocupações com eventuais danos causados por temperaturas congelantes nas áreas de trigo de inverno dos Estados Unidos e da região do Mar Negro contribuiu para o movimento vendedor. A desvalorização do dólar frente ao euro pode limitar quedas mais acentuadas, ao melhorar a competitividade das exportações americanas. No mercado brasileiro, os preços seguem pressionados pela falta de demanda por farinhas e subprodutos, em um contexto de menor poder de compra das famílias.

A soja também começou a semana em queda na Bolsa de Chicago, com recuos associados à realização de lucros após os ganhos recentes. O mercado reagiu negativamente aos dados mais fracos de vendas externas dos Estados Unidos, que aumentaram a pressão de baixa. Ainda assim, há atenção em torno de uma possível compra expressiva de soja americana pela China, embora sem confirmação oficial. O relatório mensal do USDA, previsto para esta semana, concentra as expectativas, especialmente por fevereiro ser referência para o seguro de renda dos produtores. No Brasil, os preços físicos apresentaram valorização tanto no interior do Paraná quanto no porto de Paranaguá.

No milho, os contratos futuros operam em leve baixa em Chicago, influenciados pelas chuvas registradas em áreas produtoras da Argentina, que podem melhorar as condições das lavouras. A ausência de novidades positivas sobre o uso do E-15 ao longo de todo o ano nos Estados Unidos também pesa sobre o sentimento do mercado. A expectativa é de poucas alterações no próximo relatório do USDA, embora haja possibilidade de ajuste nos estoques finais destinados à ração animal.
 

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