A soja também sobe com força - Foto: Pixabay
Os mercados internacionais de grãos iniciam a semana com valorização, refletindo um cenário de maior tensão geopolítica e impactos diretos sobre oferta, demanda e custos de produção. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos futuros em Chicago operam em alta para trigo, soja e milho, enquanto o mercado físico no Brasil apresenta variações mais moderadas.
No trigo, os contratos de maio de 2026 na CBOT são cotados a US$ 583,75, com alta de 6,50 pontos, enquanto dezembro de 2026 avança para US$ 622,00. A consultoria aponta que o movimento é sustentado pelo aumento das tensões envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, além de conflitos no Paquistão, Afeganistão e na região do Mar Negro. O cenário afeta tanto a oferta quanto a demanda global. A valorização do dólar frente ao euro, porém, pode limitar a competitividade do trigo norte-americano. No mercado físico, o Paraná registra R$ 1.182,38, com leve alta no dia e no mês, enquanto o Rio Grande do Sul recua para R$ 1.095,19.
A soja também sobe com força. O contrato março de 2026 atinge US$ 1.169,25, alta de 19,25 pontos. O avanço ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para petróleo e produtos agrícolas. O óleo de soja acompanha a alta do petróleo, enquanto investidores avaliam possível realização de lucros diante da queda nas bolsas globais. No Brasil, a Conab informou que a colheita alcançou 41,7% da área, acima do relatório anterior e da média dos últimos cinco anos.
No milho, os contratos também avançam em Chicago, com março de 2026 a US$ 438,50. A valorização do petróleo reforça a atratividade das commodities ligadas aos biocombustíveis. No Brasil, o plantio da safrinha atinge 64,9% da área prevista, enquanto a primeira colheita chega a 24,9%.