Irregularidade das chuvas afeta lavouras de soja
Ferrugem-asiática é registrada em áreas do estado
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O desenvolvimento da soja no Rio Grande do Sul apresenta variações entre regiões e municípios em razão da irregularidade das precipitações e das temperaturas elevadas, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (5). O boletim aponta que há lavouras com crescimento vegetativo adequado e potencial produtivo, enquanto outras enfrentam estresse hídrico, inclusive dentro de uma mesma localidade.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, a maior parte das áreas cultivadas está em fases de elevada exigência de água, com 46% das lavouras em floração e 27% em formação de vagens e enchimento de grãos, o que amplia a sensibilidade das plantas à redução da umidade do solo. O informativo registra que áreas de várzea, com solos mais profundos ou boa cobertura de palhada, mantêm melhores condições hídricas e térmicas, refletindo maior uniformidade e potencial produtivo. Em contrapartida, em solos rasos, compactados ou com menor capacidade de armazenamento de água, são observados sintomas de estresse, como murcha temporária, queda de flores e abortamento de vagens.
O manejo fitossanitário permanece concentrado em aplicações preventivas e curativas de fungicidas diante da pressão de doenças fúngicas. Conforme a Emater/RS-Ascar, a ferrugem-asiática já foi detectada em diferentes regiões do Estado, o que tem demandado atenção dos produtores.
Para a safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a Emater/RS-Ascar projeta área cultivada de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 quilos por hectare.