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USDA projeta menor oferta de arroz nos EUA

WASDE atualiza projeções do mercado de arroz


Foto: Pixabay

O boletim mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o WASDE, divulgado nesta terça-feira (10), apontou que a previsão para o arroz nos Estados Unidos na safra 2025/26 indica menor oferta, consumo interno estável, redução das exportações e aumento dos estoques finais. A retração da oferta decorre da revisão para baixo das importações de arroz de grão longo, com queda de 1,0 milhão de quintais, para 41,0 milhões de quintais, em um contexto de ritmo de compras externas inferior ao registrado no ano anterior.

De acordo com o USDA, as exportações totais de arroz foram revisadas para baixo em 2,0 milhões de quintais, para 87,0 milhões de quintais, refletindo principalmente a menor projeção para o arroz de grão longo, parcialmente compensada pelo aumento esperado nas vendas externas de arroz de grão médio e curto. Como resultado, os estoques finais foram elevados em 1,0 milhão de quintais, para 50,3 milhões de quintais.

O USDA também revisou para cima o preço médio do arroz recebido na fazenda para toda a safra, com aumento de US$ 0,30 por quintal, para US$ 12,10. A elevação está associada às previsões de preços mais altos para o arroz de grão médio e curto na Califórnia e em outros estados.

No cenário global para 2025/26, o WASDE indicou ajustes pontuais em relação ao mês anterior, com leve aumento da oferta, redução do consumo e do comércio internacional e elevação dos estoques finais. Segundo o USDA, a oferta mundial foi elevada em 0,2 milhão de toneladas, para 732,6 milhões de toneladas, em função do aumento da produção no Camboja.

O consumo global foi revisado para baixo em 0,3 milhão de toneladas, para 541,7 milhões de toneladas, principalmente em razão da menor previsão de consumo em Mianmar. O comércio mundial foi reduzido em 0,2 milhão de toneladas, para 63,3 milhões de toneladas, refletindo a revisão negativa para a Tailândia, onde os preços estão acima dos praticados por concorrentes asiáticos no mercado de exportação.

Os estoques finais globais foram projetados em alta de 0,5 milhão de toneladas, para 190,9 milhões de toneladas, com elevações previstas para Tailândia, Mianmar e Camboja.

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