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Alta do feijão muda patamar de preços

Nas últimas semanas, os preços avançaram de forma expressiva


Nas últimas semanas, os preços avançaram de forma expressiva Nas últimas semanas, os preços avançaram de forma expressiva - Foto: Canva

O mercado de feijão registra um movimento consistente de valorização e mudança de patamar nas cotações neste início de ano. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), o cenário reflete uma oferta restrita, especialmente de lotes com padrão superior, tanto no feijão-preto quanto no feijão-carioca, em um momento de dificuldade na reposição. Para quem atua no empacotamento ou na negociação direta, a leitura predominante é de continuidade da alta.

Nas últimas semanas, os preços avançaram de forma expressiva. No feijão-carioca, a valorização acumulada em fevereiro supera 20% e, em algumas regiões, já ultrapassa 30%. A saca de 60 quilos do produto Nota 8 a 8,5 é negociada entre R$ 285 e R$ 295, enquanto no interior de São Paulo foi registrado negócio a R$ 350, estabelecendo a referência mais elevada até o momento. A diferença de preço está concentrada na qualidade, com cor, peneira e uniformidade influenciando diretamente a formação das cotações.

No feijão-preto, após um período de pressão e acomodação, houve recuperação. Os valores variam entre R$ 175 e R$ 210 por saca, refletindo um mercado mais ajustado e atento ao equilíbrio entre a oferta disponível e a necessidade de reposição.

Os estoques nacionais de feijão-carioca são estimados em cobertura próxima de 15 dias de consumo, abaixo do nível considerado confortável, em torno de 60 dias. A migração de área para soja e milho ao longo de 2025 contribuiu para uma produção menor, reforçando o ambiente de oferta curta.

A primeira safra de 2026 está concluída ou em fase final em estados como Minas Gerais e Paraná, mas o volume não foi suficiente para pressionar os preços. O foco agora se volta para a segunda safra, com plantio iniciado em fevereiro e forte dependência das condições climáticas. Qualquer problema no desenvolvimento pode gerar novas pressões nas cotações, em um mercado que trabalha com oferta enxuta e demanda presente.
 

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