Preços de frutas e hortaliças recuam no Paraná
Paraná inicia 2026 com hortigranjeiros mais baratos
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A Divisão Técnica e Econômica (Ditec) das Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa/PR) acompanha diariamente a dinâmica do mercado de hortigranjeiros nas cinco praças estaduais — Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu — conforme aponta o Boletim Conjuntural desta quinta-feira (8), divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
De acordo com o boletim, o monitoramento envolve mais de 150 itens comercializados, com atenção concentrada nos 30 produtos de maior relevância. Segundo a análise, esse acompanhamento contínuo “gera informações estratégicas tanto para a gestão do negócio estatal bem como para a segurança alimentar, em quantidade e qualidade”, além de orientar políticas públicas e subsidiar decisões dos permissionários.
O Deral destaca que o início do ano, período marcado por maior incidência de impostos, taxas e tributos, aliado à concorrência com produtos típicos do consumo sazonal, resulta em retração da demanda por frutas e hortaliças. Diante desse cenário, a produção no campo é planejada para manter a oferta controlada. O boletim ressalta que parte da colheita também é destinada aos mercados institucionais e que, durante as férias escolares, “o planejamento nas hortas e nos pomares é fundamental para a sustentabilidade econômica das atividades hortícolas”.
Ao comparar o comportamento dos preços ao longo de 2025 com as médias nominais de 2024 no entreposto de Curitiba, responsável por cerca de dois terços das transações no Estado, o levantamento aponta redução generalizada das cotações. Segundo o Deral, apenas oito itens registraram aumento de preços, enquanto 22 apresentaram queda.
Entre os produtos com alta, o boletim registra elevação nas cotações do ovo, mamão, aipim, abobrinha, abacate, pimentão, pepino e limão taiti. Em sentido oposto, batatas comum, salsa e doce tiveram quedas expressivas, acompanhadas por cebola, beterraba, cenoura e repolho. Também foram observadas reduções nos preços de abacaxi, chuchu, abóbora e laranja, além de retrações em menor intensidade para manga, melão, maçã, alface, vagem, uva, banana, morango, melancia, couve-flor e tomate.
O boletim avalia que a oferta de produtos a preços mais baixos ao consumidor final pode pressionar a rentabilidade no campo, desestimulando investimentos e incentivando o redirecionamento para outras atividades agropecuárias com menor risco. Segundo o Deral, “o comportamento dos gradientes significativos nas cotações dos produtos hortícolas é fortemente influenciado pela sazonalidade, pela relação entre oferta e demanda e pelas condições climáticas”.