A revisão de estudos semelhantes indica um impacto positivo das culturas GM comercializadas
Por Janet E. Carpenter
E-mail: [email protected]
Fonte: http://www.nature.com/nbt/index.html
Os benefícios de culturas geneticamente modificadas (GM) continuam a ser disputados, apesar da sua adoção rápida e difundida desde a sua introdução comercial nos Estados Unidos e no Canadá em 1995. No ano passado, 14 milhões de agricultores em 25 países cultivaram culturas GM comercialmente, sendo 90% deles pequenos agricultores em países em desenvolimento (1). Os estudos com os agricultores são uma medida valiosa do impacto das culturas GM. Estes estudos estimam que o desempenho da tecnologia está incorporada nas práticas dos agricultores, dado às restrições de tempo, acesso à informação, diferentes níveis de aversões a riscos e outros fatores. Esta análise resume os resultados de 49 publicações semelhantes revistas, que relatam os estudos feitos com agricultores que comparam rendimentos e outros indicadores de desempenho econômico para os adotantes e não adotantes das culturas GM atualmente comercializadas. Os estudos cobrem culturas GM resistentes a insetos e tolerantes a herbicidas, que são responsáveis por >99% da área mundial de culturas GM (1). Os resultados de 12 países indicam, com poucas exceções, que as culturas GM têm beneficiado os agricultores. Os benefícios, especialmente em termos de aumento nos rendimentos, são muitos para a maioria dos pequenos agricultores dos países em desenvolvimento, que se beneficiaram da grande tecnologia originalmente designada aos agricultores de países industrializados.
Dos 168 resultados que comparam os rendimentos de culturas GM e convencionais, 124 mostram resultados positivos para os adotantes em comparação aos não adotantes, 32 indicam nenhuma diferença e 13 são negativos. De longe, o maior número de resultados comparando os rendimentos de adotantes e não adotantes vem da Índia e dos Estados Unidos, o que é responsável por 26% e 23% dos resultados, respectivamente (Tabela 1). Uma bibliografia comentada dos resultados de rendimento, custos e desempenho econômico, e uma descrição da metodologia usada nesta análise podem ser encontradas nas Tabelas Complementares 1 e 3.
Os resultados de rendimento indicam que os agricultores de países em desenvolvimento estão alcançando maiores aumentos de rendimento do que os agricultores de países desenvolvidos (Tabela 2). Os aumentos médios de rendimento para os países em desenvolvimento variam de 16% para o milho resistente a insetos a 30% para o algodão resistente a insetos, com um aumento de rendimento de 85% observado em um único estudo em milho tolerante a herbicidas. Em média, os agricultores de países desenvolvidos relatam aumentos de rendimento que variam de sem alteração para algodão tolerante a herbicidas a 7% de aumento para soja tolerante a herbicidas e algodão resistente a insetos. A primeira leva de culturas GM a ser comercializada incorporou características que pretendiam melhorar o manejo de pragas e assim reduzir ou eliminar as perdas de danos de insetos ou a competição de ervas daninhas. Estas tecnologias não aumentam o potencial de rendimento, mas podem melhorar substancialmente os rendimentos devido ao melhor manejo de pragas. Onde as tecnologias convencionais de controle de ervas daninhas e de insetos estavam falhando devido aos limites inerentes da eficácia das opções convencionais disponíveis de manejo de pragas ou ao acesso limitado a métodos convencionais de controle, esperava-se que os rendimentos aumentassem. Estas condições podem ser mais comuns em países desenvolvidos.
O caso estudado com mais frequência, algodão GM resistente a insetos (algodão Bacillus thuringiensis (Bt)) na Índia fornece exemplos dos maiores aumentos de rendimento observados, bem como diversos resultados negativos. Os maiores aumentos de rendimento encontrados nesta revisão são relatados para o algodão Bt na Índia, onde os estudos mostram aumentos de até 150%. Dos resultados negativos, seis são para o primeiro ano de comercialização de algodão Bt na Índia e o restante dos resultados negativos é de países desenvolvidos nos primeiros poucos anos de comercialização.
E-mail: [email protected]
Fonte: http://www.nature.com/nbt/index.html
Os benefícios de culturas geneticamente modificadas (GM) continuam a ser disputados, apesar da sua adoção rápida e difundida desde a sua introdução comercial nos Estados Unidos e no Canadá em 1995. No ano passado, 14 milhões de agricultores em 25 países cultivaram culturas GM comercialmente, sendo 90% deles pequenos agricultores em países em desenvolimento (1). Os estudos com os agricultores são uma medida valiosa do impacto das culturas GM. Estes estudos estimam que o desempenho da tecnologia está incorporada nas práticas dos agricultores, dado às restrições de tempo, acesso à informação, diferentes níveis de aversões a riscos e outros fatores. Esta análise resume os resultados de 49 publicações semelhantes revistas, que relatam os estudos feitos com agricultores que comparam rendimentos e outros indicadores de desempenho econômico para os adotantes e não adotantes das culturas GM atualmente comercializadas. Os estudos cobrem culturas GM resistentes a insetos e tolerantes a herbicidas, que são responsáveis por >99% da área mundial de culturas GM (1). Os resultados de 12 países indicam, com poucas exceções, que as culturas GM têm beneficiado os agricultores. Os benefícios, especialmente em termos de aumento nos rendimentos, são muitos para a maioria dos pequenos agricultores dos países em desenvolvimento, que se beneficiaram da grande tecnologia originalmente designada aos agricultores de países industrializados.
Dos 168 resultados que comparam os rendimentos de culturas GM e convencionais, 124 mostram resultados positivos para os adotantes em comparação aos não adotantes, 32 indicam nenhuma diferença e 13 são negativos. De longe, o maior número de resultados comparando os rendimentos de adotantes e não adotantes vem da Índia e dos Estados Unidos, o que é responsável por 26% e 23% dos resultados, respectivamente (Tabela 1). Uma bibliografia comentada dos resultados de rendimento, custos e desempenho econômico, e uma descrição da metodologia usada nesta análise podem ser encontradas nas Tabelas Complementares 1 e 3.
Os resultados de rendimento indicam que os agricultores de países em desenvolvimento estão alcançando maiores aumentos de rendimento do que os agricultores de países desenvolvidos (Tabela 2). Os aumentos médios de rendimento para os países em desenvolvimento variam de 16% para o milho resistente a insetos a 30% para o algodão resistente a insetos, com um aumento de rendimento de 85% observado em um único estudo em milho tolerante a herbicidas. Em média, os agricultores de países desenvolvidos relatam aumentos de rendimento que variam de sem alteração para algodão tolerante a herbicidas a 7% de aumento para soja tolerante a herbicidas e algodão resistente a insetos. A primeira leva de culturas GM a ser comercializada incorporou características que pretendiam melhorar o manejo de pragas e assim reduzir ou eliminar as perdas de danos de insetos ou a competição de ervas daninhas. Estas tecnologias não aumentam o potencial de rendimento, mas podem melhorar substancialmente os rendimentos devido ao melhor manejo de pragas. Onde as tecnologias convencionais de controle de ervas daninhas e de insetos estavam falhando devido aos limites inerentes da eficácia das opções convencionais disponíveis de manejo de pragas ou ao acesso limitado a métodos convencionais de controle, esperava-se que os rendimentos aumentassem. Estas condições podem ser mais comuns em países desenvolvidos.
O caso estudado com mais frequência, algodão GM resistente a insetos (algodão Bacillus thuringiensis (Bt)) na Índia fornece exemplos dos maiores aumentos de rendimento observados, bem como diversos resultados negativos. Os maiores aumentos de rendimento encontrados nesta revisão são relatados para o algodão Bt na Índia, onde os estudos mostram aumentos de até 150%. Dos resultados negativos, seis são para o primeiro ano de comercialização de algodão Bt na Índia e o restante dos resultados negativos é de países desenvolvidos nos primeiros poucos anos de comercialização.





