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Milho inicia o ano com liquidez restrita

No Paraná, o avanço da safrinha não alterou o quadro de negociações


No Paraná, o avanço da safrinha não alterou o quadro de negociações No Paraná, o avanço da safrinha não alterou o quadro de negociações - Foto: USDA

O mercado de milho nos principais estados do Sul e Centro-Oeste inicia o ano com negociações lentas, baixa liquidez e dificuldades para convergência de preços entre produtores e indústrias. De acordo com a TF Agroeconômica, o cenário reflete o período de transição do calendário agrícola, a cautela dos compradores e a distância entre pedidas e ofertas, mesmo com o avanço das lavouras e ajustes pontuais de preços em algumas regiões.

No Rio Grande do Sul, as negociações seguem pontuais, concentradas entre cooperativas e pequenas indústrias, com o mercado spot ainda restrito. As referências de preços permanecem bastante amplas, variando entre R$ 59,00 e R$ 72,00 por saca. Apesar do ritmo contido, o preço médio estadual apresentou avanço de 1,56%, passando de R$ 62,18 para R$ 63,15 por saca, segundo dados da Emater, em um movimento que não foi suficiente para destravar a liquidez.

Em Santa Catarina, o mercado começou o ano praticamente parado, diante do impasse entre vendedores e compradores. Produtores seguem indicando valores próximos de R$ 80,00 por saca, enquanto as indústrias mantêm ofertas ao redor de R$ 70,00, o que continua impedindo avanços nas negociações. No Planalto Norte, os poucos negócios registrados ocorreram entre R$ 71,00 e R$ 75,00 por saca, mantendo o volume negociado bastante limitado.

No Paraná, o avanço da safrinha não alterou o quadro de negociações contidas. O mercado segue marcado pelo descompasso entre pedidas e ofertas, com produtores próximos de R$ 75,00 por saca e indústrias ao redor de R$ 70,00 por saca CIF. Esse cenário preserva o impasse e restringe a liquidez, com operações pontuais e sem força para mudar a dinâmica geral.

Em Mato Grosso do Sul, o mercado também iniciou o ano em ritmo lento, com negociações restritas e cotações entre R$ 53,00 e R$ 58,00 por saca. Campo Grande e Sidrolândia concentram os menores valores, enquanto Maracaju e Chapadão do Sul registram leves ajustes positivos, sustentados principalmente pela demanda do setor de bioenergia, ainda sem impacto relevante sobre o mercado como um todo.
 

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