A agricultura familiar incorpora grande diversidade cultural, social e econômica. A maioria das definições da agricultura familiar está vinculada ao número de empregados e ao tamanho da propriedade. As principais características dos agricultores familiares são o menor uso de insumos externos à propriedade e o fato de a produção agrícola estar direcionada às necessidades do grupo familiar. No entanto, diversas outras características estão associadas a esse tipo de agricultor: o uso de energia solar e da força muscular animal e humana; a pequena dimensão da propriedade; a grande autossuficiência; a força de trabalho familiar ou comunitária; a alta diversidade ecogeográfica, biológica, genética e produtiva, e a predominância dos valores de uso que se baseiam no intercâmbio ecológico com a natureza e o conhecimento holístico, empírico e flexível.
Um grande número dos produtores de milho caracteriza-se como agricultores familiares que conduzem lavouras com baixa utilização de insumos e em condições desfavoráveis, seja do ponto de vista técnico, econômico, político e social (AGRICULTURA..., 2011). Com tal diversidade, nem todos os agricultores têm acesso, via instituições de extensão e pesquisa, aos recursos fitotécnicos adequados à sua realidade. A despeito do característico baixo uso de insumos, não há falta de tecnologia nas propriedades familiares. Os saberes construídos por gerações mobilizam plantas e animais da região ou a ela adaptados, tendo como base energética o Sol e a força muscular (humana ou animal). Complementarmente, no que tange ao aspecto ambiental, muitas tecnologias pouco presentes (controle biológico de pragas e adubação verde) são capazes de ampliar a produtividade e a resiliência econômica e ambiental das propriedades familiares.
Para ler este trabalho na íntegra,
clique aqui.
*Pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo.
Cx. Postal 151. Cep: 35701-970.
Sete Lagoas-MG