O milho é um alimento de alto valor energético e de baixo valor protéico. Além disso, apresenta uma carência em aminoácidos essenciais como lisina e triptofano. O objetivo deste trabalho foi avaliar populações de milho de alta qualidade protéica (QPM) e seus cruzamentos, quanto ao teor de proteína total no grão, determinando- se a heterose e seus componentes, como subsídio para programas de melhoramento genético. As análises foram executadas em 96 híbridos, provenientes de oito populações de grãos dentados e treze de grãos duros, incluindo os genitores, em um esquema dialélico parcial intergrupos. A proteína total em amostras de grãos foi determinada utilizando-se o método de Kjeldahl. Os resultados da análise de variância apresentaram significância para todos os efeitos do modelo, revelando heterogeneidade entre e dentro dos grupos, além da existência de heterose. Com relação ao teor de proteína total, a média do grupo dentado foi de 9,67 g/ 100g e a do grupo duro, de 10,51 g/100g, enquanto nas combinações híbridas a média foi de 11,86 g/100g. A média geral, envolvendo todos os genitores e cruzamentos, foi de 11,61 g/ 100g. A heterose média correspondeu a 17,58%, revelando uma superioridade média dos híbridos em relação aos genitores. Os melhores genitores quanto à capacidade geral de combinação foram CMS 454, CMS 474 e ZQP 103 (dentados) e o CMS 453, BR 473, CMS 463, CMS 458 e ZQP 102 (duros). Tais genótipos são os potencialmente indicados para formação de compostos QPM com alto teor de proteína.
Teor de proteína no grão em populações de milho de alta qualidade protéica e seus cruzamentos
Por José Luis da Silva Nunes
08/06/2010 10h30 · Fonte: Pesquisa Agropecuária Tropical

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