Primeira safra de tomate atinge 127 mil toneladas no Paraná
Tomate recua 40% no atacado em fevereiro
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O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), informou no Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (26) que a primeira safra de tomate ocupa 2,5 mil hectares e está 98% plantada. Do total, 78% já foram colhidos, com produção acumulada de 127,2 mil toneladas frente às 169,2 mil toneladas projetadas. O rendimento médio é de 67,3 toneladas por hectare.
Segundo o levantamento, dos 22% ainda a serem colhidos, 87% apresentam boa performance, 11% desempenho mediano e 2% estão abaixo da qualidade desejada. Nos 600 hectares restantes, 19% estão em desenvolvimento vegetativo, 10% em florescimento, 34% em frutificação e 37% em maturação. O boletim também aponta que, “com uma vida de prateleira curta, 25% do colhido ainda está em posse do produtor”.
Em relação à segunda safra, cultivada em 1,7 mil hectares, houve avanço de 128% no plantio entre janeiro e fevereiro, passando de 18% para 41% da área semeada na semana anterior, com 40 hectares já colhidos no Núcleo Regional de Cornélio Procópio. A produção está estimada em 104,5 mil toneladas, com 94% das lavouras em boas condições e 6% em condição média. As áreas estão distribuídas em 3% em germinação, 46% em desenvolvimento vegetativo, 24% em florescimento e 27% em frutificação. A produtividade projetada é de 63,8 toneladas por hectare.
No campo, o produtor recebeu R$ 57,67 pela caixa de 23 quilos em janeiro de 2026, o equivalente a R$ 2,51 por quilo, alta de 61,4% em relação aos R$ 35,74 por caixa registrados em dezembro de 2025 e 25,5% acima dos R$ 45,95 praticados em janeiro de 2025.
No atacado, nas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa), entreposto de Curitiba, a caixa de 20 quilos do tomate extra AA longa vida foi negociada a R$ 60,00 nesta semana, ante R$ 100,00 no início de fevereiro, redução de 40% no mês.
No varejo, o tomate foi comercializado a R$ 6,44 o quilo no mês passado, valor 44,1% superior ao de dezembro de 2025, quando o preço foi de R$ 4,47, e 15,8% acima do registrado em janeiro de 2025, de R$ 5,56 por quilo. Mesmo com a queda no atacado, o Deral projeta que os preços “tendem a se elevar até meados de abril”, com recuo previsto a partir da intensificação da colheita da segunda safra até agosto e novo avanço nas cotações entre setembro e outubro.