Como controlar pinta-preta no tomate?
Doença é uma ameaça às lavouras de tomateiro a céu aberto
Foto: Eliza Maliszewski
O tomateiro destaca-se por apresentar um amplo histórico de problemas fitossanitários, responsáveis por perdas significativas na produção. Esta hortaliça destaca-se tanto em área plantada quanto em volume de produção. É uma cultura que demanda grande quantidade de insumos durante todo o ciclo de cultivo e uma das mais prejudicadas pela ocorrência de doenças. Dentre elas, a pinta-preta ou mancha-de-Alternaria é uma das mais frequentes e importantes, estando disseminada por todas as regiões produtoras do país. As perdas provocadas por esta doença variam em função de inúmeros fatores, tais como época em que a doença se estabelece, taxa de progresso da doença, cultivar utilizada, assim como as condições ambientais prevalecentes.
As medidas de controle para a pinta preta são bem semelhantes às recomendadas para a requeima, pois ambas ocorrem muitas vezes simultaneamente. É importante ressaltar que a boa nutrição das plantas e a sanidade da batata-semente são fundamentais para o controle eficaz da doença. Cultivares nacionais como Aracy e Contenda têm resistência intermediária à pinta preta, mas ainda não dispensam o uso de fungicidas.
A pinta-preta apresenta alto potencial destrutivo com incidência sobre folhas, hastes, pecíolos e frutos, ocasionando elevados prejuízos econômicos. A doença é encontrada em todas as regiões produtoras de batata e, junto com a requeima, é uma das principais doenças das culturas de batata e tomate. Sua incidência é maior nos períodos de verão, com temperatura e umidade elevadas. Recebe também as denominações de “crestamento alternário”, “queima”. “queima das folhas” e “crestamento precoce”.
O Fungo ataca toda a parte aérea da planta, pecíolos e caule. Os sintomas iniciam-se normalmente nas folhas mais baixas e velhas da planta, onde surgem pequenas manchas (de 1 a 2 mm) escuras. Posteriormente, estas crescem, adquirindo um formato ovóide, delimitado pelas nervuras da folha, de coloração escura e com zonas concêntricas características. O tecido entre e ao redor das lesões apresenta¬se normalmente clorótico. O aumento da intensidade da doença no campo ocorre tanto pelo surgimento de lesões novas como pela expansão das mais velhas, que podem coalescer, atingindo uma área considerável da folha. Nos pecíolos e caules os sintomas são semelhantes. Maior número de lesões pode surgir em plantas com deficiência nutricional, principalmente de magnésio, e com infecções de viroses, como o vírus do enrolamento da folha. Em tubérculos, as lesões são escuras, de formato circular a irregular, deprimidas, tendendo a provocar podridão seca. A infecção nestes normalmente ocorre através de ferimentos, mas no Brasil esta ocorrência é rara.