Mercado de trigo mantém ritmo lento no Sul
No Rio Grande do Sul, as negociações seguem no modelo mão-para-a-boca
No Rio Grande do Sul, as negociações seguem no modelo mão-para-a-boca - Foto: Agrolink
O mercado de trigo no Sul do Brasil segue marcado por negócios pontuais e ritmo lento, influenciado pelo comportamento da indústria moageira e pela competitividade entre origens. Levantamento da TF Agroeconômica aponta que as operações continuam ocorrendo de forma cautelosa, acompanhando de perto o escoamento das farinhas e a evolução dos preços regionais.
No Rio Grande do Sul, as negociações seguem no modelo mão-para-a-boca, conforme as vendas de farinha avançam. Os preços praticados giram entre R$ 1.150 e R$ 1.200, colocados nos moinhos. O trigo gaúcho mantém competitividade em Santa Catarina e no Paraná, que seguem demandando alguns lotes. O trigo branqueador, apesar da boa coloração, não apresentou vantagem de preço e foi negociado entre R$ 1.140 e R$ 1.150 FOB, com procura limitada e volumes bastante pontuais. A queda do dólar e dos preços internacionais tornou o trigo argentino mais barato que o paranaense. O preço da pedra ao produtor permanece em R$ 54,00 por saca em Panambi.
Em Santa Catarina, os moinhos seguem priorizando o trigo mais barato vindo do Rio Grande do Sul e do Paraguai. As ofertas de trigo local ao redor de R$ 1.250 CIF não encontraram espaço para negócios. O trigo gaúcho chega ao estado por cerca de R$ 1.070, acrescido de ICMS e frete. Para o trigo melhorador, vendedores buscam reajustes de aproximadamente R$ 50, com ofertas entre R$ 1.180 e R$ 1.210. Para a próxima safra, produtores comentam redução de área, com migração para o milho. Os preços de balcão permaneceram estáveis na maior parte do estado, com variações pontuais entre as praças.
No Paraná, a forte queda do dólar reforçou ainda mais a competitividade do trigo paraguaio. A semana começou com leve aumento da demanda por trigo paranaense e pequena elevação dos preços do Cepea, embora no mercado físico os valores sigam pressionados pela concorrência externa. Os preços CIF variam conforme a região e a qualidade, enquanto o trigo gaúcho e o paraguaio seguem como alternativas competitivas. No mercado importado, a pedida no porto gira em torno de US$ 250 nacionalizado, com o trigo paraguaio apresentando preços inferiores, apesar das dificuldades logísticas.