Mercado de trigo segue travado no Sul
No Rio Grande do Sul, a exportação já não sustenta os preços
No Rio Grande do Sul, a exportação já não sustenta os preços - Foto: Pixabay
O mercado de trigo no Sul do país atravessa um período de baixa liquidez, com negociações lentas, divergência de preços e dificuldades tanto para vendedores quanto para compradores. Levantamento da TF Agroeconômica aponta que a exportação deixou de ser competitiva e que a demanda interna segue enfraquecida, especialmente no início do ano.
No Rio Grande do Sul, a exportação já não sustenta os preços, com indicações ao redor de R$ 1.130 CIF para fevereiro. Moinhos locais relatam baixa demanda, com casos de unidades que retornaram das férias coletivas e precisaram interromper novamente as atividades. Para quem ainda não comercializou e precisa retirar produto em janeiro ou fevereiro, as alternativas giram em torno de R$ 1.140 CIF na Serra gaúcha ou R$ 1.180 CIF em Ponta Grossa, no Paraná. Para entregas em março, com pagamento no início de abril, os valores chegam a R$ 1.180 CIF, equivalentes a R$ 1.050 FOB. O preço da pedra ao produtor permanece em R$ 54,00 em Panambi.
Em Santa Catarina, o mercado ainda não foi retomado de forma efetiva e segue travado. As operações se concentram no embarque de lotes já comprados, enquanto vendedores pedem cerca de R$ 1.250 FOB e compradores indicam algo próximo de R$ 1.200 CIF. Os negócios ocorrem apenas em volumes pontuais, sem maior expressão, acompanhando a lentidão nas vendas de farinha pelos moinhos.
No Paraná, o mercado também avança lentamente, marcado pela ausência de vendedores. Com os moinhos abastecidos para janeiro, o foco se volta para entregas e pagamentos em fevereiro, mas a diferença nos prazos desejados dificulta os acordos. No norte do estado, os preços nominais giram em torno de R$ 1.250 CIF, enquanto vendedores pedem R$ 1.300 para o restante de janeiro. Nos Campos Gerais, há ofertas de R$ 1.170 para entrega em janeiro e pagamento em fevereiro e de R$ 1.200 para entrega em fevereiro.