Mercado reage e trigo entra em fase de valorização
No Paraná, o mercado segue firme, porém com ritmo mais lento
No Paraná, o mercado segue firme, porém com ritmo mais lento - Foto: Agrolink
O mercado de trigo apresenta movimento de recuperação nos preços e sinais de maior firmeza nas negociações, impulsionado por restrições na oferta de produto de melhor qualidade. Segundo a TF Agroeconômica, a tendência recente indica dificuldade de retorno aos níveis mais baixos observados semanas atrás.
No Rio Grande do Sul, os moinhos voltaram a pagar entre R$ 1.250 e R$ 1.300 por tonelada CIF, com negócios para maio já apontando valores mais firmes. A avaliação predominante é de que a escassez de trigo de qualidade, agravada por problemas na safra argentina, sustenta essa valorização. Lotes superiores ainda disponíveis no estado tendem a ser mais disputados. No mercado interno, o preço ao produtor avançou para R$ 57,00 por saca em Panambi.
Em Santa Catarina, o cenário é de maior oferta, tanto de trigo gaúcho quanto local. As negociações indicam custos elevados com frete, levando o produto do Rio Grande do Sul a cerca de R$ 1.310 a R$ 1.315 por tonelada CIF. O trigo catarinense aparece em patamar semelhante. A elevação dos custos também impactou os preços das farinhas, que registraram reajuste próximo de 3%, com aceitação majoritária do mercado. Os preços pagos ao produtor variam entre R$ 59,00 e R$ 65,00 por saca, dependendo da região.
No Paraná, o mercado segue firme, porém com ritmo mais lento. Moinhos buscam contratos com entregas mais alongadas, priorizando qualidade. No norte do estado, os negócios giram entre R$ 1.370 e R$ 1.380 por tonelada CIF, enquanto nos Campos Gerais as indicações ficam próximas de R$ 1.300. A menor movimentação também reflete o foco dos produtores na colheita de soja e milho. O mercado de trigo importado acompanha essa lentidão, com maior interesse por lotes de qualidade superior, enquanto a oferta segue restrita.