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Preço do trigo sobe no Brasil mesmo com queda no mercado

Alta do trigo no Brasil reflete estoques baixos e demanda firme


Foto: Canva

Os preços do trigo seguem em alta no mercado brasileiro, mesmo em um cenário de recuo nas cotações internacionais e desvalorização do dólar frente ao real. Segundo dados divulgados pelo Cepea, o movimento interno tem sido sustentado principalmente pela necessidade de reposição de estoques e pela baixa disponibilidade do cereal durante a entressafra.

De acordo com o boletim informativo, a menor oferta no mercado spot tem limitado os negócios e pressionado os valores. Ao mesmo tempo, compradores seguem ativos na tentativa de recompor estoques, o que contribui para a sustentação das cotações, mesmo diante de fatores externos que, em tese, indicariam um cenário de queda. Outro ponto destacado pelo Cepea é o comportamento dos vendedores.

Com foco nas atividades relacionadas à safra de verão, muitos produtores têm reduzido a oferta de trigo no mercado, adotando uma postura mais cautelosa nas negociações. Esse movimento também ajuda a explicar a firmeza dos preços no país. No mercado internacional, por outro lado, o cenário é distinto. As cotações futuras do trigo registraram queda nas bolsas norte-americanas, influenciadas pelo aumento dos estoques globais e pelas chuvas recentes nas regiões produtoras das Grandes Planícies do sul dos Estados Unidos.

Esse contexto amplia a divergência entre os mercados interno e externo. No segmento de derivados, o comportamento dos preços tem sido misto. Segundo dados divulgados pelo Cepea, o farelo de trigo apresentou desvalorização na última semana, pressionado pela maior oferta e pela redução na demanda. Muitos consumidores já se encontram abastecidos ou têm optado por produtos substitutos na formulação de ração animal.

Em contrapartida, as farinhas de trigo registraram valorização, reflexo direto do encarecimento da matéria-prima e da necessidade de reposição por parte dos moinhos. Ainda conforme o Cepea, o setor também enfrenta desafios logísticos, especialmente devido à disputa por transporte com a colheita da soja, o que pode impactar a fluidez do abastecimento.

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