China quer incentivar reposição do rebanho de porcos após peste suína

Peste Suína

China quer incentivar reposição do rebanho de porcos após peste suína

Para compensar demanda pela proteína, governo chinês também prometeu estimular a produção das carnes de frango, bovina e de carneiro
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A China informou que vai incentivar a reposição do rebanhos de porcos e fortalecer a produção de outras carnes no país, após um surto de peste suína africana dizimar criações no país. Centenas de milhares de animais já morreram.

No início da semana, o governo chinês pediu para as autoridades das províncias do país darem apoio financeiro às fazendas, para ajudar a estabilizar a produção da proteína. O rebanho de suínos para reprodução da China caiu 22% em abril em relação ao ano passado, a maior queda já registrada. 

Para diminuir a preocupação da população quanto à escassez de uma de suas proteínas preferidas, o governo também irá estimular a produção das carnes de frango, bovina e de carneiro.

Os chineses, que são os maiores produtores mundiais de carne suína, com 54 milhões de toneladas por ano, registrou mais de 120 surtos da doença em todas as suas províncias e regiões continentais desde que ela foi detectada pela primeira vez em 2018.

A doença pode reduzir a produção da proteína no país em 30% neste ano, segundo o Rabobank, o que pode alavancar as importações de outras carnes e reduzir a demanda por rações animais produzidas com commodities como a soja, que é um dos produtos que os chineses mais compram do Brasil.

 Carne de frango brasileira se beneficia
 
Em abril deste ano, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, explicou ao Globo Rural que, como o porco demora 8 meses para chegar ao ponto de abate, o Brasil não conseguiria imediatamente aumentar a oferta de carne suína para a exportação. Mas o país já se beneficiou com o crescimento da demanda chinesa por outros tipos de carne.

"A China nesses 3 meses [janeiro a março] já se tornou a maior importadora de carnes e suínos, para a nossa surpresa, de aves, suplantando a própria Arábia Saudita, que foi, durante 20 anos, o maior importador. Eles perderam espaço porque a China está precisando de proteína animal".

A peste suína não é detectada no Brasil há décadas, mas há alguns casos de peste suína clássica. Eles foram registrados em algumas regiões do Nordeste, longe dos grandes estados produtores.

 


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