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Painel inaugural da 36ª Abertura da Colheita do Arroz destaca ano desafiador com oportunidade de uso das potencialidades da cultura

Evento destaca os desafios do arroz e oportunidades como etanol e inovação


Foto: Divulgação

Foi dado início, nesta terça-feira, 24, a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, realizada conjuntamente pela Federarroz, Embrapa, Irga e Senar/RS, pela oitava vez na área experimental da Embrapa Clima Temperado, situada em Capão do Leão. Neste primeiro dia foi feito o painel inaugural do evento Cenário Atual e Perspectivas - Conectando Campo  e Mercado com o pronunciamento de algumas autoridades e lideranças do setor. O evento se estende até esta quinta-feira, 26, e neste ano, será somente realizado o ato oficial de colheita das lavouras em exposição.

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, mencionou o ano desafiador para o setor arrozeiro com excesso de produção e baixas de preço para comercialização, mas valorizou a capacidade de resiliência, inovação e superação do orizicultor e as perspectivas de um tempo de oportunidades. Esse momento colocou o RS no centro das discussões pelo fato de gerar uma crise alimentar que reflete na coletividade, pois toda a falência da agricultura pode levar a uma insegurança alimentar, o que demonstra o quanto a agricultura movimenta a economia e o desenvolvimento de um País e uma população. Denis reivindicou melhores condições de apoio e crédito aos produtores de arroz pelo Governo. Ele enalteceu a performance do produtor em utilizar - não somente o cultivo de arroz - mas realizar a diversificação de culturas com soja, milho e grãos. Ele considerou a importância do trabalho da Embrapa e disse que os pesquisadores mostram que as terras baixas não são somente um território produtivo, mas um laboratório vivo de inovação agrícola. 

O diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Clenio Pillon, que representou no ato a presidente da instituição, Silvia Masshurá, lembrou da revolução na agricultura brasileira ocorrida nestes últimos 50 anos quanto às questões de produtividade e emprego de alternativas tecnológicas mais sustentáveis que avançaram no País, tornando-o um expoente agrícola mundial. Destacou o crescimento da população futura ao patamar de 1 bilhão de pessoas, o que garante a necessidade de ter alimento e alimento de qualidade, onde a pesquisa precisa estar presente, e ainda,  de fortalecimento da pesquisa científica para a construção de políticas públicas que darão sobrevivência e permanência dos agricultores neste segmento. Pillon foi aplaudido pelo público ao se referir que nesta edição há um espaço robusto para discutir novas potencialidades para uso do arroz  e seus subprodutos como por exemplo a produção de etanol. Onde está escrito que nós não podemos produzir etanol a partir do arroz? perguntou à plateia. Ele lembrou que em 2014 a Embrapa trouxe a novidade, a cultivar BRS AG, um arroz para produção de etanol, mas que agora o setor arrozeiro despertou para esta possibilidade. Ele também reforçou que o sonho em 2018 de realizar a Abertura da Colheita nas dependências da Embrapa é uma realidade, que após oito edições consecutivas, as instituições promotoras assinarão um acordo de cooperação para a realização permanente do evento entre 2026-2036.  

A Embrapa foi mencionada nas falas do superintendente do Senar/RS, Eduardo Condorelli, do presidente do Irga, Alexandre Velho, do presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes e do secretário de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum, no painel inaugural. Cabe destacar as menções realizadas pelo presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, que somou forças para motivar o diretor-executivo da Embrapa, Clenio Pillon, a tornar viável a produção de etanol. Seremos ainda os maiores exportadores de etanol nos próximos anos, mas para isso, precisamos nos empenhar  pelo orçamento da Embrapa, pois tudo o que se produz na agricultura devemos a pesquisa agropecuária, disse. 

Todas as atividades do evento podem ser acompanhadas de forma online pela plataforma Youtube da Federarroz (programação oficial do evento) e no Youtube da Embrapa (programação técnica da Empresa).

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