Após crise que quase decretou seu fim, evento negocia para ter empresas dos setores de fertilizantes, defensivos e sementes
Com a perspectiva de ter o maior volume de negócios entre todas as suas 17 edições, a Agrishow, feira da área de maquinário agrícola que é considerada uma das três maiores do mundo no gênero, planeja integrar outros setores do agronegócio em suas edições futuras. A organização do evento acredita que a fixação da feira em Ribeirão Preto facilitará a atração de expositores, investidores e visitantes já a partir de 2011.
A estratégia pode fazer o evento ter novamente representantes de outros setores. Empresas da área de fertilizantes e de defensivos agrícolas, que negociam sua participação na feira nas próximas edições, já foram expositoras da Agrishow, mas se retiraram. Indústrias da área de sementes também estão na mira dos organizadores.
“Nossa ideia é que a feira tenha maior abrangência sobre o agronegócio. Queremos aqui representantes do setor de carne bovina, suína e avicultura”, diz o presidente da Agrishow, Cesário Ramalho. “Não trazer para cá uma amostra de alta elite, como é Uberaba, mas trazer para cá uma pecuária mais comercial, de maior acesso”, afirmou.
De acordo com o dirigente, a atração desses setores é importante por causa do aumento da participação deles no agronegócio, principalmente a consolidação de uma pauta exportadora. “Nós somos o maior exportador do mundo de avicultura e terceiro maior exportador de suína. Agora com esta guerra do algodão, os americanos vão abrir seus mercados para a carne suína brasileira”, afirma.
O presidente da Agrishow acredita que a consolidação da feira em Ribeirão Preto terá um efeito prático positivo para os negócios. Na segunda-feira foi assinado um protocolo de intenções para que o evento seja realizado na cidade pelos próximos 30 anos, sempre na fazenda experimental de propriedade da secretaria estadual da Agricultura.
Período cambaleante
“A feira vinha cambaleando, era feita na base do improviso”, disse. O sinal de alerta foi aceso quando se cogitou a possibilidade de transferência do evento para a cidade de São Carlos. “Daí acendeu a luz vermelha da população, da Prefeitura, da Secretaria de São Paulo”, diz.
A atração de novos expositores impediria a repetição do ocorrido em 2009, quando as montadoras ficaram de fora da Agrishow alegando necessidade de contenção de custos. A Anfavea (associação das montadoras) sinaliza que a partir de 2011 a participação de alguns dos associados, como os fabricantes de tratores, poderia passar a ser feita ano sim e outro não. A entidade diz que o custo alto (hotel, alimentação, transporte) e a dificuldade em oferecer lançamentos anuais impediriam a participação consecutiva de todos os fabricantes. A Agrishow negocia com a Anfavea a manutenção dos expositores e acredita que o esvaziamento de 2009 se deve a fatores sazonais.
Com 730 expositores, giro de negócios na casa de R$ 850 milhões, cerca de 140 mil visitantes, a Agrishow é a maior feira agrícola do Brasil.
A estratégia pode fazer o evento ter novamente representantes de outros setores. Empresas da área de fertilizantes e de defensivos agrícolas, que negociam sua participação na feira nas próximas edições, já foram expositoras da Agrishow, mas se retiraram. Indústrias da área de sementes também estão na mira dos organizadores.

“Nossa ideia é que a feira tenha maior abrangência sobre o agronegócio. Queremos aqui representantes do setor de carne bovina, suína e avicultura”, diz o presidente da Agrishow, Cesário Ramalho. “Não trazer para cá uma amostra de alta elite, como é Uberaba, mas trazer para cá uma pecuária mais comercial, de maior acesso”, afirmou.
De acordo com o dirigente, a atração desses setores é importante por causa do aumento da participação deles no agronegócio, principalmente a consolidação de uma pauta exportadora. “Nós somos o maior exportador do mundo de avicultura e terceiro maior exportador de suína. Agora com esta guerra do algodão, os americanos vão abrir seus mercados para a carne suína brasileira”, afirma.
O presidente da Agrishow acredita que a consolidação da feira em Ribeirão Preto terá um efeito prático positivo para os negócios. Na segunda-feira foi assinado um protocolo de intenções para que o evento seja realizado na cidade pelos próximos 30 anos, sempre na fazenda experimental de propriedade da secretaria estadual da Agricultura.
Período cambaleante
“A feira vinha cambaleando, era feita na base do improviso”, disse. O sinal de alerta foi aceso quando se cogitou a possibilidade de transferência do evento para a cidade de São Carlos. “Daí acendeu a luz vermelha da população, da Prefeitura, da Secretaria de São Paulo”, diz.
A atração de novos expositores impediria a repetição do ocorrido em 2009, quando as montadoras ficaram de fora da Agrishow alegando necessidade de contenção de custos. A Anfavea (associação das montadoras) sinaliza que a partir de 2011 a participação de alguns dos associados, como os fabricantes de tratores, poderia passar a ser feita ano sim e outro não. A entidade diz que o custo alto (hotel, alimentação, transporte) e a dificuldade em oferecer lançamentos anuais impediriam a participação consecutiva de todos os fabricantes. A Agrishow negocia com a Anfavea a manutenção dos expositores e acredita que o esvaziamento de 2009 se deve a fatores sazonais.
Com 730 expositores, giro de negócios na casa de R$ 850 milhões, cerca de 140 mil visitantes, a Agrishow é a maior feira agrícola do Brasil.


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