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ANDA tem novo Diretor-Executivo

David Roquetti Filho assume cargo na Associação Nacional para Difusão de Adubos


David Roquetti Filho assume cargo na Associação Nacional para Difusão de Adubos

A diretoria executiva da Associação Nacional para Difusão de Adubos, Anda, tem novo titular. David Roquetti Filho, natural de Barretos (SP), 46 anos, assumiu o cargo na entidade na última segunda-feira, 2 de agosto. Roquetti objetiva colaborar no cumprimento da Missão e na manutenção da Visão e Valores da Anda.

Engenheiro Metalúrgico, Roquetti possui 24 anos de experiência profissional, sendo dez anos como executivo nas empresas Alcan Alumínio do Brasil S.A e Bunge Fertilizantes S.A, e quatorze anos como consultor ou diretor interino de empresas.

Em entrevista ao Portal Agrolink, o novo diretor falou sobre as perspectivas do mercado de fertilizantes.

Em sua opinião, como pode ser avaliado o mercado mundial de fertilizantes para este ano?



O mercado mundial parece estar enxuto (estoques ajustados) e parece haver uma tendência de se voltar à sazonalidade normal. Pequenas ou médias movimentações em cenários desta natureza, geralmente tendem a refletir em variações de preços. O mercado mundial está procurando ainda encontrar seu ponto de equilíbrio.

O Brasil poderia ser auto-suficiente em fertilizantes?

Sabemos que o Brasil apresenta forte dependência externa de nutrientes. Conforme F.E Lapido Loureiro (pesquisador emérito CETEM/MCT), “assumindo-se uma eficiência de 60% para o N (nitrogênio), 30% para o P (fósforo) e 70% para o K (potássio), há um déficit anual de quase 900 mil toneladas de N (considerando todo N da soja e do feijão provenientes da fixação biológica), um pouco de mais de 400 mil toneladas de P2O5 e igual quantidade de K2O. O déficit de nutrientes corresponde a cerca de 30% do consumo atual no País, ou seja, um déficit, por área, de 25 a 30 kg/ha de nutrientes”.

Responder esta pergunta passa, a nosso ver, pela necessidade de respondermos previamente uma série de outras perguntas fundamentais, que se respondidas, nos darão condição de tentar responder a uma outra de igual importância: a partir de quando poderíamos ser auto-suficientes?

Como exemplo, dentre outras, podemos citar todas as questões (regulatórias, infra-estrutura, dentre outras) que envolvem o gás natural proveniente do pré-sal; e também todas as questões que envolvem o conhecimento do real dimensionamento da capacidade nominal de reservas de P, K do território brasileiro (densidade de furos de prospecção, meio ambiente, regulatórias, análise de viabilidade, logística, dentre outras).

Qual a sua sugestão a respeito do regime tarifário de importações?
 
Trata-se de importante questão, a qual possibilita ao elo da cadeia produtiva ter determinado ponto de vista, dependendo da condição em que esteja inserido dentro da mesma, ou seja, se está na condição de importador ou de produtor nacional.

A sugestão é no sentido de continuarmos buscando juntos, tanto o importador como o produtor nacional, um caminho que nos leve ao destino da busca contínua pela competitividade do setor e conseqüentemente do agronegócio e do nosso país.

Qual a expectativa do investimento da Petrobras em cloreto de potássio?
Não há oficialmente nenhuma evidência que demonstre um redirecionamento das iniciativas relativas aos nitrogenados, tradição da Petrobrás (em virtude da relação direta com o gás natural), em direção ao KCl.
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