As importações de agroquímicos atingiram os 352,4 milhões de dólares e cresceram 50,3% em comparação com o mesmo período de 2009, segundo a consultora de Investigações Econômicas Setoriais (IES).
De acordo com o estudo, a recuperação nas importações foi produzida como resultado do crescimento da demanda interna do setor agropecuário.
Para o IES, houve um “grande avanço nas quantidades importadas, que chegou a 426% interanual no período, com 481 mil toneladas.
“Isso mostra claramente a reação do setor agrícola, com semeaduras estimuladas pela superação da seca e mantimento dos preços internacionais relativamente elevados historicamente”, especificou a consultora.
Na origem das importações, dentro de um cenário desfavorável quanto à magnitude, foi consolidado, pelo quarto ano consecutivo, a posição da China como principal país provedor, com 28,9% do total.
Seguiu na lista de exportadores a Argentina, Estados Unidos, com 21,5% e rebaixou o Brasil ao quarto lugar, com 11,4% enquanto que a Rússia ficou em terceiro lugar, com 14,3%.
Esses quatro países concentram 76,1% do valor total importado.
O consumo aparente de fertilizantes nitrogenados no primeiro trimestre de 2010 ficou em um volume de 385.300 toneladas, 90% superior do registrado no mesmo período de 2009, “como prova evidente da recuperação da demanda agropecuária que havia caído”.
Enquanto que o preço médio de importação caiu 71%, impulsionado pela queda generalizada nos principais tipos de fertilizantes, que atingiu 16.7.
A alta nos valores importados ficou principalmente nos fertilizantes.
No total foi registrada uma expansão de 556% encabeçada pelos nitrogenados, com 369 e os compostos, com 858, ambos determinam a média do segmento por sua importância quantitativa.
Estes crescimentos foram acompanhados por outro nos fosfatados, que de uma importação quase nula nos primeiros quatro meses de 2009, passaram a cerca de 10 milhões de dólares.
Nos preços de importação de fertilizantes, nos três principais produtos importados, foram registradas fortes quedas, que chegaram a 20% em nitrogenados, 50% nos fosfatados e 37% nos potássicos e, por fim, 1% nos compostos.
Mas em todos os casos registraram uma queda menor com relação à média do ano passado, possivelmente como produto da recuperação do preço do petróleo, o qual “poderia estar impulsionando importações para proteger-se de maiores aumentos no futuro”.
O resto dos agroquímicos relevantes teve um movimento similar, que implicou numa queda de 46% no glifosato e de 7% nos herbicidas com base de glifosato.
Argentina: Aumentou a importação de agroquímicos
A recuperação nas importações foi produzida como resultado do crescimento da demanda interna do setor agropecuário
Por Janice
16/06/2010 13h45 · Fonte: Ámbito Financiero - Tradução Portal Agrolink


