Pensar nos diversos pontos que afetam a produção já faz parte do cotidiano do produtor brasileiro. Hoje, um dos principais fatores é a observação do cenário dos fertilizantes no mundo
De acordo com Ali Aldersi Saab, importante pesquisador de fertilizantes da Embrapa que participa da Tecnoshow Comigo 2012, o cenário é formado por muitas variáveis, mas são quatro as mais importantes: o preço das commodities, o câmbio, a área plantada em 2012/2013 e a demanda, e os preços internacionais. "Quanto mais os preços das commodities sobem, mais os fertilizantes se valorizam. Mas é importante observar a relação de troca. O questionamento deve ser 'quantos sacos de soja eu preciso vender para comprar uma tonelada de fertilizantes'", explicou o pesquisador.
Com o mercado muito globalizado, é necessário também ficar atento a cada país grande produtor. "Se houver uma grande seca, por exemplo, nos EUA e cair até 5% da produção, o valor das commodities sobe muito mais que o esperado, afetando intensamente os preços dos adubos", explicou Saab. Segundo ele, o mercado é extremamente volátil.
Pesquisas
Saab, que foi coordenador do Plano Nacional de Fertilizantes em 2009, ressalta que ainda falta muita pesquisa desta área no Brasil. "Falta muita inovação, mas existem pesquisas iniciais na Embrapa e quando fui coordenador do Plano Nacional, apoiei a produção de fertilizante organomineral, e o uso de polímeros", informou. Segundo ele, esses dois tipos de fertilizantes trazem mais qualidade e menos perdas. "O polímero do tipo Kim coat, por exemplo, encapsula o fertilizante e ele tem menos problemas com a lixiviação, se perde menos no tempo", explicou. Segundo ele, polímeros como o de nitrogênio, diminuem em até 50% a perda do mineral.
De acordo com Ali Saab, que já foi chefe geral da Embrapa, as pesquisas brasileiras estão no início. "A Embrapa está começando a observar e ver o comportamento dos organominerais, mas é necessário mais iniciativas de pesquisa para melhorar nossa produção", finalizou.
De acordo com Ali Aldersi Saab, importante pesquisador de fertilizantes da Embrapa que participa da Tecnoshow Comigo 2012, o cenário é formado por muitas variáveis, mas são quatro as mais importantes: o preço das commodities, o câmbio, a área plantada em 2012/2013 e a demanda, e os preços internacionais. "Quanto mais os preços das commodities sobem, mais os fertilizantes se valorizam. Mas é importante observar a relação de troca. O questionamento deve ser 'quantos sacos de soja eu preciso vender para comprar uma tonelada de fertilizantes'", explicou o pesquisador.
Com o mercado muito globalizado, é necessário também ficar atento a cada país grande produtor. "Se houver uma grande seca, por exemplo, nos EUA e cair até 5% da produção, o valor das commodities sobe muito mais que o esperado, afetando intensamente os preços dos adubos", explicou Saab. Segundo ele, o mercado é extremamente volátil.
Pesquisas
Saab, que foi coordenador do Plano Nacional de Fertilizantes em 2009, ressalta que ainda falta muita pesquisa desta área no Brasil. "Falta muita inovação, mas existem pesquisas iniciais na Embrapa e quando fui coordenador do Plano Nacional, apoiei a produção de fertilizante organomineral, e o uso de polímeros", informou. Segundo ele, esses dois tipos de fertilizantes trazem mais qualidade e menos perdas. "O polímero do tipo Kim coat, por exemplo, encapsula o fertilizante e ele tem menos problemas com a lixiviação, se perde menos no tempo", explicou. Segundo ele, polímeros como o de nitrogênio, diminuem em até 50% a perda do mineral.
De acordo com Ali Saab, que já foi chefe geral da Embrapa, as pesquisas brasileiras estão no início. "A Embrapa está começando a observar e ver o comportamento dos organominerais, mas é necessário mais iniciativas de pesquisa para melhorar nossa produção", finalizou.


_858x483.jpg&w=3840&q=75)