Brasil bate recorde na importação de químicos

BALANÇA COMERCIAL

Brasil bate recorde na importação de químicos

Compras externas puxadas pelos produtos para o agronegócio, que "poderiam ser feitos no Brasil"
Por: -Leonardo Gottems
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Com 45,2 milhões de toneladas adquiridas em 2018 – o equivalente a US$ 43,3 bilhões gastos em compras no exterior –, o Brasil bateu seu recorde de importações de produtos químicos. É o que informa Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) no âmbito da balança comercial setorial. 

A entidade aponta que houve aumento de 16,4% no valor monetário das importações na comparação com os resultados de 2017. Em termos de quantidades físicas adquiridas pelo País, o volume representou 4,7% de crescimento em relação ao ano imediatamente anterior.

O grande responsável pelo aumento das importações foi o setor de produtos químicos para o agronegócio. De acordo com a Abiquim, esses números significam uma exponencial expansão do déficit da balança comercial de produtos químicos (US$ 29,6 bilhões), uma vez que esses produtos “poderiam ser fabricados no País”. 

“Entre os grupos acompanhados, os intermediários para fertilizantes foram perceptivelmente o principal item da pauta de importação do setor com compras de mais de US$ 7,6 bilhões, em 2018, equivalentes a 65,6% (27,3 milhões de toneladas) das 45,2 milhões de toneladas em compras externas de produtos químicos”, aponta a entidade sem fins lucrativos que congrega indústrias químicas e prestadores de serviços.

Segundo a Abiquim, entre os principais fatores que levaram a esse aumento do déficit em produtos químicos se destacam: a ligeira retomada da atividade econômica nacional, mais uma forte safra de produtos agrícolas para exportação e os efeitos do desvio de produtos para mercados emergentes decorrentes da guerra comercial entre as principais potências econômicas mundiais. 

“A indústria química pode ser o motor do crescimento do País na próxima década, se tivermos nafta e gás natural a preços internacionais. No tocante à inserção internacional da economia brasileira, a Abiquim sempre foi e continuará sendo favorável a uma abertura comercial responsável, pois ela deve ocorrer concomitante a medidas de redução do Custo-Brasil”, destaca o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo.

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