A produção agrícola do Estado depende basicamente do adubo, composto por três nutrientes principais para as plantas, também chamados de macronutrientes. São eles: Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K), que forma o NPK. Apesar da economia do país, e principalmente Mato Grosso, ser voltada para o agronegócio, 80% da matéria prima destes fertilizantes são importados pelo Brasil, o que encarece a produção.
Porém, numa estimativa otimista do chefe do Departamento de Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil, Reinaldo Santana Correia de Brito, em cinco anos o país poderá se tornar auto suficiente principalmente na produção de nitrogênio e fósforo.
A extração do potássio é um tanto quanto mais complicado, mesmo assim, em 10 anos este problema pode ser resolvido. Segundo Reinaldo, o Brasil tem potencial, porém a pesquisa é muito cara.
Com relação ao nitrogênio, Brito explica que com a extração de pré-sal no país será possível ter grandes jazidas no elemento químico, isso porque o gás é o insumo básico para produção do nitrogênio.
Já com relação ao fósforo, as pesquisas estão bem adiantadas em todo o país, inclusive em Mato Grosso. Este elemento não-metálico é encontrado na natureza em combinações de fosfato e outros sais, além de fosfatos de cálcio nos ossos e nos dentes. Empresários de Mato Grosso há mais de quatro anos investem nos estudos para encontrar fosfato no Estado. Recentemente, a região entre os municípios de Planalto da Serra, Paranatinga e Nova Brasilândia se destacou com alto potencial.
Mato Grosso pode passar não só a ser auto suficiente como também exportador de fosfato. Com isso, atrairá novas indústrias de fertilizantes gerando uma investimento médio R$ 1 bilhão.
Brasil pode ser auto suficiente na produção de fertilizantes
Mato Grosso pode passar não só a ser auto suficiente como também exportador de fosfato
Por Alline Marques
22/09/2009 15h52 · Fonte: Olhar Direto


