SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja do Brasil em 2011/12 atingirá o volume recorde de 75,2 milhões de toneladas, devido ao aumento da área de cultivo num momento em que as commodities agrícolas são favorecidas por preços elevados, o que deverá resultar também em uma alta da produção de milho ainda maior do que a esperada para a oleaginosa.
Em sua primeira estimativa para a produção de grãos em 2011/12, cujo plantio se inicia em outubro no Brasil, a Céleres apontou um aumento de 0,4 por cento para a safra de soja ante a temporada anterior, com uma alta no plantio de 3,6 por cento, para 25 milhões de hectares.
Já a safra total de milho do Brasil em 11/12 foi prevista pela Céleres também em recorde de 58,3 milhões de toneladas, crescimento de 8,5 por cento ante 10/11, com a área semeada subindo 7,2 por cento em relação a 2010/11, para 14 milhões de hectares --soja e milho concorrem em área em algumas regiões no plantio de verão.
"Além da valorização dos preços do milho no Brasil, a oferta apertada do cereal no mercado internacional e a presença cada vez mais forte da commodity na pauta de exportações brasileiras são fatores que também deverão ser levados em conta na tomada de decisão do produtor na hora de decidir o tamanho de sua área", afirmou a consultoria em relatório nesta segunda-feira (01-08).
A avaliação da Céleres sobre a próxima safra de grãos do Brasil, o segundo produtor e exportador de soja do mundo, atrás dos Estados Unidos, está em linha com a realizada por outra consultoria, a Agência Rural. . O governo ainda não divulgou previsões para a próxima temporada.
A área de soja em 2011/12 deverá crescer mais nas chamadas fronteiras agrícolas, com destaque para o Norte (alta de 11,8 por cento versus 2010/11), especialmente no Tocantins, que tem a produção mais representativa da região, além do Nordeste (alta de 7,8 por cento), nos Estados do Maranhão, Piauí e Bahia.
Por outro lado, o cultivo da oleaginosa crescerá em menor ritmo no Centro-Oeste (4,1 por cento), onde está o Mato Grosso, o maior produtor de soja do Brasil, com alta esperada de 3,9 por cento, para 22 milhões de hectares.
O crescimento da produção de soja poderia ser maior se os Estados do Sul mantivessem o ritmo de aumento das últimas temporadas. Em 2011/12, o cultivo de soja aumentará somente 1,4 por cento na segunda região produtora do Brasil --atrás do Centro-Oeste-- porque o milho recuperará área na safra de verão no Sul, crescendo 17 por cento, principalmente no Paraná, maior produtor brasileiro do cereal.
"No Paraná, quando feita a comparação com a safra passada, a produção irá aumentar 1,3 milhão de toneladas", ressaltou a Céleres.
PRODUTIVIDADES
A Céleres ponderou que os resultados finais da nova safra poderão variar de acordo com as produtividades, uma vez que os rendimentos estimados são em geral baseados na tendência histórica de crescimento.
No caso da soja, por exemplo, a consultoria estimou uma produtividade menor em relação à obtida na ótima safra da temporada passada, considerando que os rendimentos são menores em novas áreas agrícolas --onde está se dando boa parte do crescimento da área.
O número de produtividade média foi estimado em 3 mil quilos de soja por hectare, retração de 3 por cento ante 2010/11, quando o Brasil obteve recorde de colheita por hectare, favorecido por boas condições climáticas.
No caso do milho, a produtividade média projetada é de 4.151 quilos por hectare, alta de 1,2 por cento em relação a 2010/11.
A consultoria lembrou que na temporada passada esperava-se o pior da produção de milho em função do La Niña, mas o resultado foi surpreendente, pois o clima favoreceu e os produtores utilizaram biotecnologia como nunca, o que rendeu produtividades recordes em muitos Estados.
Em sua primeira estimativa para a produção de grãos em 2011/12, cujo plantio se inicia em outubro no Brasil, a Céleres apontou um aumento de 0,4 por cento para a safra de soja ante a temporada anterior, com uma alta no plantio de 3,6 por cento, para 25 milhões de hectares.
Já a safra total de milho do Brasil em 11/12 foi prevista pela Céleres também em recorde de 58,3 milhões de toneladas, crescimento de 8,5 por cento ante 10/11, com a área semeada subindo 7,2 por cento em relação a 2010/11, para 14 milhões de hectares --soja e milho concorrem em área em algumas regiões no plantio de verão.
"Além da valorização dos preços do milho no Brasil, a oferta apertada do cereal no mercado internacional e a presença cada vez mais forte da commodity na pauta de exportações brasileiras são fatores que também deverão ser levados em conta na tomada de decisão do produtor na hora de decidir o tamanho de sua área", afirmou a consultoria em relatório nesta segunda-feira (01-08).
A avaliação da Céleres sobre a próxima safra de grãos do Brasil, o segundo produtor e exportador de soja do mundo, atrás dos Estados Unidos, está em linha com a realizada por outra consultoria, a Agência Rural. . O governo ainda não divulgou previsões para a próxima temporada.
A área de soja em 2011/12 deverá crescer mais nas chamadas fronteiras agrícolas, com destaque para o Norte (alta de 11,8 por cento versus 2010/11), especialmente no Tocantins, que tem a produção mais representativa da região, além do Nordeste (alta de 7,8 por cento), nos Estados do Maranhão, Piauí e Bahia.
Por outro lado, o cultivo da oleaginosa crescerá em menor ritmo no Centro-Oeste (4,1 por cento), onde está o Mato Grosso, o maior produtor de soja do Brasil, com alta esperada de 3,9 por cento, para 22 milhões de hectares.
O crescimento da produção de soja poderia ser maior se os Estados do Sul mantivessem o ritmo de aumento das últimas temporadas. Em 2011/12, o cultivo de soja aumentará somente 1,4 por cento na segunda região produtora do Brasil --atrás do Centro-Oeste-- porque o milho recuperará área na safra de verão no Sul, crescendo 17 por cento, principalmente no Paraná, maior produtor brasileiro do cereal.
"No Paraná, quando feita a comparação com a safra passada, a produção irá aumentar 1,3 milhão de toneladas", ressaltou a Céleres.
PRODUTIVIDADES
A Céleres ponderou que os resultados finais da nova safra poderão variar de acordo com as produtividades, uma vez que os rendimentos estimados são em geral baseados na tendência histórica de crescimento.
No caso da soja, por exemplo, a consultoria estimou uma produtividade menor em relação à obtida na ótima safra da temporada passada, considerando que os rendimentos são menores em novas áreas agrícolas --onde está se dando boa parte do crescimento da área.
O número de produtividade média foi estimado em 3 mil quilos de soja por hectare, retração de 3 por cento ante 2010/11, quando o Brasil obteve recorde de colheita por hectare, favorecido por boas condições climáticas.
No caso do milho, a produtividade média projetada é de 4.151 quilos por hectare, alta de 1,2 por cento em relação a 2010/11.
A consultoria lembrou que na temporada passada esperava-se o pior da produção de milho em função do La Niña, mas o resultado foi surpreendente, pois o clima favoreceu e os produtores utilizaram biotecnologia como nunca, o que rendeu produtividades recordes em muitos Estados.


_858x483.jpg&w=3840&q=75)