O Circuito Tecnológico da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja), que começou hoje em Nova Mutum e que Olhar Direto acompanhou no local – na Fazenda Luzia -, faz um “raio x” da produção mato-grossense e ajuda o produtor a se blindar da má-fé de fornecedores inidôneos. O evento percorre cerca de 400 fazendas inspecionando as sementes usadas, adubos e fazendo análise de solos.
Segundo o presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, antes da instituição do circuito, há quatro anos, houve vários produtores que foram enganados na compra de insumos. “Tivemos registro de agricultores que compraram adubos com especificação de até 35 % abaixo do anunciado. Isso era um roubo, que foi eliminado com o circuito tecnológico”, disse Glauber., afirmando que os agricultores já tiveram prejuízos de cerca de R$ 500 milhões com adubos de baixa qualidade.
Conforme Silveira, após o início do circuito, quando foram constatadas as irregularidades em determinadas marcas de adubos, os agricultores foram avisados e, tacitamente, “eliminaram” do mercado as revendas que agiam de má-fé com quem planta e produz. “O agricultor, após receber a informação de que estava sendo ludibriado, comprando adubo de baixa qualidade, ele se precaveu e passou a comprar os insumos com mais rigor”.
As visitas da Aprosoja às propriedades rurais acontecem até 28 de outubro, com várias equipes em todas as regiões do estado que plantam a oleaginosa. A região Médio-Norte concentra 50% da rota que será percorrida pelas equipes do 3º Circuito Tecnológico da Aprosoja será realizado nas fazendas do Médio-Norte. Entre os principais municípios produtores destacam-se Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop, Tapurah, Santa Rita do Trivelato, Vera e Ipiranga.
O Circuito Tecnológico acompanha o início do plantio de boa parte da área cultivada com soja em Mato Grosso, procurando saber dos produtores quais as expectativas para a próxima safra. Os questionários aplicados durante as visitas incluem perguntas sobre doenças e pragas, tipo de sementes e fertilizantes utilizados entre outros aspectos relacionados à produção. As equipes também irão avaliar junto aos produtores como estão as condições de logística para o escoamento da safra entre outros temas relacionados diretamente com o processo produtivo, como legislação ambiental e trabalhista.
Além de Glauber, participam da caravana o gerente técnico da Aprosoja, Nery Ribas, os supervisores de campo Franciele Dal’ Maso, Liliane Rocha, Rodrigo Fenner, Eliandro Zaffari, bem como pesquisadores e alunos da Embrapa, Unemat, Univag, UFMT, jornalistas e representantes dos patrocinadores – Basf, Serrana e Sicredi.