Reuters - A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), defendeu nessa segunda-feira, em São Paulo, que o governo reforce a sua política de subvenção como forma de auxiliar o produtor rural, dando menos ênfase às tradicionais prorrogações de dívidas, que segundo ela trazem um custo elevado para a União.
A senadora, que trabalha em conjunto com o governo para uma reformulação das políticas para o setor, observou que "o grande problema do agronegócio é que somos milhares e milhares de produtores, produzimos no mundo todo, e meia dúzia de empresas formula o preço", o que faz dos agricultores "tomadores de preços".
Daí, disse ela, a necessidade de uma política que leve em conta os custos do produtor, nos moldes do realizado por países desenvolvidos, para que os agricultores possam continuar fornecendo alimentos "em quantidade e qualidade a baixos preços nas gôndolas dos supermercados".
"Essa diferença entre o que custou na propriedade e o alimento barato na mesa do consumidor, alguém tem que bancar essa diferença... O programa deve e tem que ser subvencionado pelos governos como fazem todos os países desenvolvidos. Não se trata de uma esmola, uma benesse, de um tratamento especial, o setor é diferenciado", declarou ela no início da noite de segunda-feira a jornalistas, após palestra no 8o Congresso da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), em São Paulo.
Ela explicou que cálculos da CNA indicam que recente prorrogação de dívida custou ao país 5 bilhões de reais, ao passo que se tivesse sido feita uma política mais adequada de sustentação de preços, as despesas para a União seriam de 1,5 bilhão de reais.
Prorrogações de dívidas são históricas no agronegócio brasileiro, cujos integrantes criticam bastante os subsídios agrícolas concedidos por países desenvolvidos.
"No Brasil, prioriza-se o crédito, diferentemente dos EUA, onde o que existe é o componente de preservação da renda do agricultor", disse a presidente da CNA.
O governo brasileiro, que segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é um dos países que concede os menores volumes de subsídios entre os integrantes do organismo, faz a sustentação de preços por uma série de programas, que incluem leilões de prêmio para o escoamento ou mesmo compras diretas de produtos, entre outros.
A senadora, que trabalha em conjunto com o governo para uma reformulação das políticas para o setor, observou que "o grande problema do agronegócio é que somos milhares e milhares de produtores, produzimos no mundo todo, e meia dúzia de empresas formula o preço", o que faz dos agricultores "tomadores de preços".
Daí, disse ela, a necessidade de uma política que leve em conta os custos do produtor, nos moldes do realizado por países desenvolvidos, para que os agricultores possam continuar fornecendo alimentos "em quantidade e qualidade a baixos preços nas gôndolas dos supermercados".
"Essa diferença entre o que custou na propriedade e o alimento barato na mesa do consumidor, alguém tem que bancar essa diferença... O programa deve e tem que ser subvencionado pelos governos como fazem todos os países desenvolvidos. Não se trata de uma esmola, uma benesse, de um tratamento especial, o setor é diferenciado", declarou ela no início da noite de segunda-feira a jornalistas, após palestra no 8o Congresso da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), em São Paulo.
Ela explicou que cálculos da CNA indicam que recente prorrogação de dívida custou ao país 5 bilhões de reais, ao passo que se tivesse sido feita uma política mais adequada de sustentação de preços, as despesas para a União seriam de 1,5 bilhão de reais.
Prorrogações de dívidas são históricas no agronegócio brasileiro, cujos integrantes criticam bastante os subsídios agrícolas concedidos por países desenvolvidos.
"No Brasil, prioriza-se o crédito, diferentemente dos EUA, onde o que existe é o componente de preservação da renda do agricultor", disse a presidente da CNA.
O governo brasileiro, que segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é um dos países que concede os menores volumes de subsídios entre os integrantes do organismo, faz a sustentação de preços por uma série de programas, que incluem leilões de prêmio para o escoamento ou mesmo compras diretas de produtos, entre outros.

