A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (07) um novo levantamento da safra de arroz. Os resultados ainda não calculam perdas no estado do Rio Grande do Sul. A situação geral da lavoura de arroz vem crescendo em produtividade, embora a expansão da área encontre dificuldades pela falta de terras apropriadas à cultura, situadas próximas de mananciais suscetíveis a tomadas de água ou derivações para utilização na irrigação, uma vez que a maior parcela da produção vem do arroz irrigado.
A semeadura da safra 2009/10 no Estado não foi concluída, devido às condições climáticas desfavoráveis com excesso de chuvas, enchentes e enxurradas. O período ideal para estabelecimento da cultura já se esgotou e o produtor encontra dificuldades para conseguir sementes de ciclo curto para concluir a semeadura, evitando-se, assim, a ação de geadas, que porventura venham a ocorrer no início do outono. Nas regiões do cultivo de arroz de sequeiro, a semeadura está sendo realizada e se estenderá até início de janeiro. De uma maneira geral, os produtores estão usando um pacote tecnológico considerado muito bom, aproveitando a diminuição do preço dos insumos, principalmente de fertilizantes. Nas áreas de arroz irrigado, o constante uso das terras (sem rotação de cultura), está aumentando a infestação com arroz vermelho e as variedades CL (Clearfield) não estão conseguindo cumprir sua função devido à segregação e consequente resistência ao herbicida utilizado no combate a esta invasora.
Na safra 2009/2010, a área cultiva com arroz no Brasil deve ficar em 2,83 milhões hectares, variando -2,6%% em relação a área cultivada na safra 2008/2009, que foi de 2.909,0 mil hectares.
A redução de área está ocorrendo principalmente no arroz de sequeiro, que na maioria dos casos é semeado em áreas abertas recente (primeiro cultivo). As maiores reduções estão ocorrendo em Mato Grosso do Sul (10,4%), Minas Gerais (6,4%) e Goiás (13,5%). Outro fator relevante é a substituição pela cultura da soja, cujo produto tem mais liquidez no mercado. Poderá haver reduções consideráveis na área de arroz irrigado, cultivado na Região Sul devido ao excesso de chuvas e aos extensos alagamentos das lavouras, tanto de áreas semeadas que estarão sujeitas a replantio, como de áreas que ainda não foram semeadas. A redução de área apurada até o momento no RS está em 2,6%, com tendência de aumento. O número final só será possível apurar após o recuo das enchentes e o esgotamento da possibilidade de semeadura.
O sistema de cultivo do arroz irrigado, na sua grande maioria, é realizado pelo sistema de Plantio Direto, Cultivo Mínimo e plantio Pré-Germinado. O plantio convencional está sendo pouco usado e justifica-se apenas quando as condições climáticas não permitem o preparo antecipado do solo, como aconteceu no Rio Grande do Sul, que nesta safra terá 30% de plantio convencional. Em Santa Catarina, predomina o sistema de cultivo em patamar, o que favorece o uso das sementes Pré-Germinadas. Já o arroz de sequeiro utiliza o sistema de plantio direto para áreas cultivadas há mais tempo e o plantio convencional para áreas abertas recentemente. Nas regiões norte e nordeste, o predomínio é do plantio convencional tradicional.
Clima – As grandes precipitações ocorridas na Região Sul, da mesma forma que ajudaram na recuperação dos mananciais que fornecem água para irrigação, prejudicaram as lavouras pelos constantes alagamentos, principalmente nas áreas mais baixas e situadas próximo às margens dos rios.
Produtividade – A produtividade média nacional esperada para esta safra deve ficar em 4.248 kg/hectare, 1,9% menor que a alcançada na safra 2008/09. A redução, em parte, é considerada normal porque o incremento da produtividade na safra passada foi consequência da produtividade recorde do Rio Grande do Sul, Estado maior produtor de arroz da federação, mas, a área semeada fora do período recomendado pela pesquisa também deverá contribuir para esta diminuição.
Produção – A produção nacional de arroz na safra 2009/10 está estimada em 12.030,2 mil toneladas, sendo reduzida em 4,5% em relação à safra 2008/09, que foi de 12.602,5 mil toneladas(relatório anexo).
Estágio da cultura – A área destinada ao arroz irrigado está em fase final de semeadura no Centro-Sul, onde esta semeadura alcançou os 90%. Na Região Sul, especificamente, o atraso na semeadura é mais acentuado, faltando semear 5% entre replante e semeadura normal. No Mato Grosso do sul, a semeadura está chegando ao fim e, nas regiões que cultivam arroz de sequeiro, está em fase final.
Qualidade do produto a ser colhido – A qualidade do arroz produzido no Brasil geralmente é excelente, devido ao uso de variedades pesquisadas, não só visando produtividade, mas, também o desempenho na cocção. No caso do arroz irrigado, as variedades mais semeadas nesta safra são: Puitá Inta CL, Irga 424, Irga 422, Irga 417, Irga 409, Olismar e Querência. As variedades que produzem grãos do tipo patma e longo fino são os preferidos dos consumidores, o que fez com que os produtores de arroz de sequeiro, adotassem variedades produtoras de arroz deste tipo.
Mercado – Os preços praticados no mercado estão próximos do preço mínimo oficial com pequenas variações regionais e de logística. No Rio Grande do Sul, a variação fica entre R$ 27,50 e R$ 32,00 a saca de 50 kg e, no Mato Grosso, o preço praticado pela saca de 60 kg de arroz de sequeiro longo fino oscila entre R$ 29,60 e R$ 30,12.
A Conab apresentou pequena reavaliação nos números do Rio Grande do Sul em relação ao levantamento anterior. A área plantada foi reduzida em 11 mil hectares, totalizando 1,076 milhão de hectares, e a projeção da produção, que foi reduzida em 74 mil hectares, para 7.269 milhões de toneladas. Ainda não foram computadas as perdas, em razão das inundações ocorridas durante a implantação da lavoura, mas que deverão estar contempladas no levantamento do mês de fevereiro, segundo Marco Tavares, Assessor de Mercado do Irga.
A semeadura da safra 2009/10 no Estado não foi concluída, devido às condições climáticas desfavoráveis com excesso de chuvas, enchentes e enxurradas. O período ideal para estabelecimento da cultura já se esgotou e o produtor encontra dificuldades para conseguir sementes de ciclo curto para concluir a semeadura, evitando-se, assim, a ação de geadas, que porventura venham a ocorrer no início do outono. Nas regiões do cultivo de arroz de sequeiro, a semeadura está sendo realizada e se estenderá até início de janeiro. De uma maneira geral, os produtores estão usando um pacote tecnológico considerado muito bom, aproveitando a diminuição do preço dos insumos, principalmente de fertilizantes. Nas áreas de arroz irrigado, o constante uso das terras (sem rotação de cultura), está aumentando a infestação com arroz vermelho e as variedades CL (Clearfield) não estão conseguindo cumprir sua função devido à segregação e consequente resistência ao herbicida utilizado no combate a esta invasora.
Na safra 2009/2010, a área cultiva com arroz no Brasil deve ficar em 2,83 milhões hectares, variando -2,6%% em relação a área cultivada na safra 2008/2009, que foi de 2.909,0 mil hectares.
A redução de área está ocorrendo principalmente no arroz de sequeiro, que na maioria dos casos é semeado em áreas abertas recente (primeiro cultivo). As maiores reduções estão ocorrendo em Mato Grosso do Sul (10,4%), Minas Gerais (6,4%) e Goiás (13,5%). Outro fator relevante é a substituição pela cultura da soja, cujo produto tem mais liquidez no mercado. Poderá haver reduções consideráveis na área de arroz irrigado, cultivado na Região Sul devido ao excesso de chuvas e aos extensos alagamentos das lavouras, tanto de áreas semeadas que estarão sujeitas a replantio, como de áreas que ainda não foram semeadas. A redução de área apurada até o momento no RS está em 2,6%, com tendência de aumento. O número final só será possível apurar após o recuo das enchentes e o esgotamento da possibilidade de semeadura.
O sistema de cultivo do arroz irrigado, na sua grande maioria, é realizado pelo sistema de Plantio Direto, Cultivo Mínimo e plantio Pré-Germinado. O plantio convencional está sendo pouco usado e justifica-se apenas quando as condições climáticas não permitem o preparo antecipado do solo, como aconteceu no Rio Grande do Sul, que nesta safra terá 30% de plantio convencional. Em Santa Catarina, predomina o sistema de cultivo em patamar, o que favorece o uso das sementes Pré-Germinadas. Já o arroz de sequeiro utiliza o sistema de plantio direto para áreas cultivadas há mais tempo e o plantio convencional para áreas abertas recentemente. Nas regiões norte e nordeste, o predomínio é do plantio convencional tradicional.
Clima – As grandes precipitações ocorridas na Região Sul, da mesma forma que ajudaram na recuperação dos mananciais que fornecem água para irrigação, prejudicaram as lavouras pelos constantes alagamentos, principalmente nas áreas mais baixas e situadas próximo às margens dos rios.
Produtividade – A produtividade média nacional esperada para esta safra deve ficar em 4.248 kg/hectare, 1,9% menor que a alcançada na safra 2008/09. A redução, em parte, é considerada normal porque o incremento da produtividade na safra passada foi consequência da produtividade recorde do Rio Grande do Sul, Estado maior produtor de arroz da federação, mas, a área semeada fora do período recomendado pela pesquisa também deverá contribuir para esta diminuição.
Produção – A produção nacional de arroz na safra 2009/10 está estimada em 12.030,2 mil toneladas, sendo reduzida em 4,5% em relação à safra 2008/09, que foi de 12.602,5 mil toneladas(relatório anexo).
Estágio da cultura – A área destinada ao arroz irrigado está em fase final de semeadura no Centro-Sul, onde esta semeadura alcançou os 90%. Na Região Sul, especificamente, o atraso na semeadura é mais acentuado, faltando semear 5% entre replante e semeadura normal. No Mato Grosso do sul, a semeadura está chegando ao fim e, nas regiões que cultivam arroz de sequeiro, está em fase final.
Qualidade do produto a ser colhido – A qualidade do arroz produzido no Brasil geralmente é excelente, devido ao uso de variedades pesquisadas, não só visando produtividade, mas, também o desempenho na cocção. No caso do arroz irrigado, as variedades mais semeadas nesta safra são: Puitá Inta CL, Irga 424, Irga 422, Irga 417, Irga 409, Olismar e Querência. As variedades que produzem grãos do tipo patma e longo fino são os preferidos dos consumidores, o que fez com que os produtores de arroz de sequeiro, adotassem variedades produtoras de arroz deste tipo.
Mercado – Os preços praticados no mercado estão próximos do preço mínimo oficial com pequenas variações regionais e de logística. No Rio Grande do Sul, a variação fica entre R$ 27,50 e R$ 32,00 a saca de 50 kg e, no Mato Grosso, o preço praticado pela saca de 60 kg de arroz de sequeiro longo fino oscila entre R$ 29,60 e R$ 30,12.
A Conab apresentou pequena reavaliação nos números do Rio Grande do Sul em relação ao levantamento anterior. A área plantada foi reduzida em 11 mil hectares, totalizando 1,076 milhão de hectares, e a projeção da produção, que foi reduzida em 74 mil hectares, para 7.269 milhões de toneladas. Ainda não foram computadas as perdas, em razão das inundações ocorridas durante a implantação da lavoura, mas que deverão estar contempladas no levantamento do mês de fevereiro, segundo Marco Tavares, Assessor de Mercado do Irga.


