Durante todo o último ano, o Brasil sofreu com a escassez de água. Ela chegou a todos os setores da cadeia produtiva nacional, principalmente no setor primário, responsável por 24% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Por ser encarregado de uma quantidade considerável da produção brasileira, responde por 72% do consumo da água disponível para utilização. Por este motivo já foi vista como uma grande “vilã”.
A sociedade questiona o produtor com o estereótipo de que usa a água de maneira inadequada na agricultura. O que não é verdade. “Eles buscam diariamente aperfeiçoar técnicas e melhorar conhecimentos para que essa imagem seja desconstruída e que haja um maior compromisso com o meio ambiente”, declara Carlos Sanches, gerente agronômico da Netafim, empresa pioneira e líder mundial em soluções de irrigação por gotejamento,
A equipe agronômica da empresa preparou algumas dicas que podem ajudar no dia a dia do campo para que os produtores consigam economizar ainda mais os recursos naturais.
A lavoura
Independente da cultura, seja café, cana de açúcar, cacau, milho, soja, citrus, cultivos de horticultura etc., a irrigação é um ponto de extrema importância e que precisa de atenção. É necessário que o produtor conheça as especificações técnicas de sua cultura, como a quantidade de água que a planta necessita para cada fase do seu desenvolvimento, levando em consideração que a irrigação tem como objetivo repor as perdas de água perdida através do processo de evapotranspiração. Desta forma é possível extrair melhor o potencial produtivo de cada cultura.
O clima
Por contar com um território extenso, o Brasil é composto por uma variedade de climas que interferem no regime de secas, chuvas e nas mudanças de temperatura. Por esse motivo o produtor rural precisa levar em consideração o clima no qual a cultura se instala para que haja um melhor planejamento na irrigação da mesma e a implantação de tecnologias que aprimorem esta prática.
Tecnologias
Instrumentos como a irrigação por gotejamento tem ganhado espaço entre os produtores. Somente no ano passado, houve o crescimento de 30% na busca pelos mesmos. A Netafim, por meio da elaboração de projetos precisos, que levam em consideração o clima, o solo e a cultura, busca atender a necessidade exclusiva do agricultor sem perder de vista o foco do consumo responsável de água: produzir mais com menos. Além da economia de água, esse método traz ganho para o produtor diminuindo o uso de insumos e utilizando menos energia. “Nesse sistema a água é levada de forma precisa através de tubos que contém gotejadores, controlando a pressão e liberando gotas de água conforme a necessidade de cada cultivo, garantindo uma irrigação constante e sem desperdício”, destaca Sanches.
O Solo
As informações referentes a classificação do solo e sua textura (concentração de areia, silte e argila), são fundamentais na concepção, performance e manejo de um projeto de irrigação sustentável, uma vez que, deve direcionar a escolha da vazão, espaçamento e modelo dos gotejadores. A topografia também pode influenciar no que diz respeito à irrigação, podendo limitar as tecnologias a serem implantadas. “Não existe restrições para irrigação por gotejamento: desde que haja água e energia, é possível fazer em qualquer solo, topografia ou estado de área”, garante o gerente agronômico.
Confira as dicas para evitar o consumo excessivo de água na agricultura
Setor primário é responsável por 72% do consumo da água no País
Por Lucas Rivas
22/01/2016 10h49 · Fonte: Agrolink & Assessoria


