Feito à base de amido de milho, o 'Biomind' pode substituir a maioria dos componentes plásticos, desde sacos a filme agrícola, passando por partes de automóvel
A empresa portuguesa Cabopol apresentou ontem um novo conceito "verde": um material natural, feito à base de amido de milho, livre de organismos geneticamente modificados que no fim da decomposição se torna ele próprio em fertilizante. O seu nome é Biomind.
"É um composto de produtos biodegradáveis que permite fazer plásticos e que num espaço de seis meses - dependendo das condições naturais a que está exposto - se transforma em húmus", explica ao DN Rita Meneses, do Grupo Meneses, empresa que detém a Cabopol. O caso de maior sucesso tem sido o filme agrícola, sendo importado "às toneladas" para países como Espanha e França.
"O filme agrícola é utilizado na cobertura de certas culturas, como a do morango. Em Espanha, na zona de Almeria, vêem-se campos completamente cobertos por este material. Isto obriga os agricultores a custos de retirada do filme para plantar outra vez e para não ter o plástico a poluir o seu campo", explicou o engenheiro químico. É aqui que entra a inovação: o filme colocado nos campos, sendo biodegradável, não precisa de ser retirado pois desfaz-se pela acção dos microorganismos. Além disso, o próprio plástico que se irá desfazer em água, biomassa e dióxido de carbono, vai actuar como fertilizante. "O filme agrícola não está a ser aceite em Espanha para reciclagem. Isto porque 40% dele vêm com detritos, como areia, ou então com herbicidas, que queimados vão produzir dioxinas", termina Miguel Bispo.
"É um composto de produtos biodegradáveis que permite fazer plásticos e que num espaço de seis meses - dependendo das condições naturais a que está exposto - se transforma em húmus", explica ao DN Rita Meneses, do Grupo Meneses, empresa que detém a Cabopol. O caso de maior sucesso tem sido o filme agrícola, sendo importado "às toneladas" para países como Espanha e França.
"O filme agrícola é utilizado na cobertura de certas culturas, como a do morango. Em Espanha, na zona de Almeria, vêem-se campos completamente cobertos por este material. Isto obriga os agricultores a custos de retirada do filme para plantar outra vez e para não ter o plástico a poluir o seu campo", explicou o engenheiro químico. É aqui que entra a inovação: o filme colocado nos campos, sendo biodegradável, não precisa de ser retirado pois desfaz-se pela acção dos microorganismos. Além disso, o próprio plástico que se irá desfazer em água, biomassa e dióxido de carbono, vai actuar como fertilizante. "O filme agrícola não está a ser aceite em Espanha para reciclagem. Isto porque 40% dele vêm com detritos, como areia, ou então com herbicidas, que queimados vão produzir dioxinas", termina Miguel Bispo.


