Até julho deste ano os produtores gaúchos compraram 1,4 milhão de toneladas
A entrega de fertilizantes no Rio Grande do Sul apresentou crescimento de 23,4% nos primeiros sete meses deste ano em relação ao mesmo período de 2010. Entre janeiro e julho de 2011, as vendas das indústrias no Estado chegaram a 1,4 milhão de toneladas. O volume é considerado recorde histórico, já que no mesmo intervalo do ano passado a entrega de 1,1 milhão de toneladas já havia sido o maior resultado da indústria gaúcha.
“Estamos vendo mais aplicação de tecnologia no campo, uma vez que o produtor tem investido para melhorar a produtividade nas últimas safras”, afirma Torvaldo Antonio Marzolla Filho, presidente do Sindicato da Indústria de Adubos no Rio Grande do Sul (Siargs). De acordo com ele, enquanto nos últimos 12 anos a área de plantio cresceu 30% no Brasil, a produção aumentou 179%, muito em função do investimento em tecnologia.
No total, as 13 fabricantes afiliadas à entidade gaúcha venderam 1,9 milhão de toneladas no período, entregando o excedente para Uruguai, Paraguai, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso. A Yara Brasil disse que o Estado é um dos mercados-chave para a empresa e confirma que as entregas em 2011 foram superiores ao mesmo período de 2010. Segundo o gerente de Mercado, Desenvolvimento & Inovação, Roberto Puzzo, o incremento se deve a um aumento de foco da empresa nos mercados de soja e milho no Sul, atuando de forma intensa junto a cooperativas, um dos principais canais de venda da empresa no Estado.
O principal uso de adubos é nas lavouras de soja, milho, trigo, arroz e fumo. No Brasil, o avanço foi ainda maior, passando de 10,9 milhões de toneladas nos primeiros sete meses de 2010 para 13,9 milhões de toneladas neste ano, alta de 27,8%, com grande incremento em estados como Paraná, Minas Gerais, Goiás e Maranhão.
O setor entende que a tendência até o final do ano é de crescimento da demanda, em função das novas safras e dos bons preços das commodities no mercado internacional, fatores que estimulam o agricultor a investir na lavoura. Marzolla Filho explica que o Rio Grande do Sul tem capacidade de atender o cliente até o final do ano e nas próximas safras, e descarta a necessidade de importação. O Rio Grande do Sul tem capacidade para produzir 6 milhões de toneladas por ano, enquanto a demanda se estabelece em 4,5 milhões de toneladas, incluindo as vendas para fora.
Entre janeiro e julho, o preço das matérias-primas usadas nos fertilizantes cresceu entre 8% e 10%, onde a demanda internacional puxou para cima os preços dos principais nutrientes: nitrogênio, fósforo e potássio. Como as indústrias do Rio Grande do Sul importam 100% dos nutrientes que utilizam, o Estado fica exposto a reajustes internacionais.
“Embora sejamos o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo, estamos muito atrás dos três primeiros, China, Índia e Estados Unidos, o que dificulta negociarmos melhores preços com grandes fornecedores de matérias-primas”, observa.
“Estamos vendo mais aplicação de tecnologia no campo, uma vez que o produtor tem investido para melhorar a produtividade nas últimas safras”, afirma Torvaldo Antonio Marzolla Filho, presidente do Sindicato da Indústria de Adubos no Rio Grande do Sul (Siargs). De acordo com ele, enquanto nos últimos 12 anos a área de plantio cresceu 30% no Brasil, a produção aumentou 179%, muito em função do investimento em tecnologia.
No total, as 13 fabricantes afiliadas à entidade gaúcha venderam 1,9 milhão de toneladas no período, entregando o excedente para Uruguai, Paraguai, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso. A Yara Brasil disse que o Estado é um dos mercados-chave para a empresa e confirma que as entregas em 2011 foram superiores ao mesmo período de 2010. Segundo o gerente de Mercado, Desenvolvimento & Inovação, Roberto Puzzo, o incremento se deve a um aumento de foco da empresa nos mercados de soja e milho no Sul, atuando de forma intensa junto a cooperativas, um dos principais canais de venda da empresa no Estado.
O principal uso de adubos é nas lavouras de soja, milho, trigo, arroz e fumo. No Brasil, o avanço foi ainda maior, passando de 10,9 milhões de toneladas nos primeiros sete meses de 2010 para 13,9 milhões de toneladas neste ano, alta de 27,8%, com grande incremento em estados como Paraná, Minas Gerais, Goiás e Maranhão.
O setor entende que a tendência até o final do ano é de crescimento da demanda, em função das novas safras e dos bons preços das commodities no mercado internacional, fatores que estimulam o agricultor a investir na lavoura. Marzolla Filho explica que o Rio Grande do Sul tem capacidade de atender o cliente até o final do ano e nas próximas safras, e descarta a necessidade de importação. O Rio Grande do Sul tem capacidade para produzir 6 milhões de toneladas por ano, enquanto a demanda se estabelece em 4,5 milhões de toneladas, incluindo as vendas para fora.
Entre janeiro e julho, o preço das matérias-primas usadas nos fertilizantes cresceu entre 8% e 10%, onde a demanda internacional puxou para cima os preços dos principais nutrientes: nitrogênio, fósforo e potássio. Como as indústrias do Rio Grande do Sul importam 100% dos nutrientes que utilizam, o Estado fica exposto a reajustes internacionais.
“Embora sejamos o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo, estamos muito atrás dos três primeiros, China, Índia e Estados Unidos, o que dificulta negociarmos melhores preços com grandes fornecedores de matérias-primas”, observa.


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