Tornar Mato Grosso autossuficiente em fosfato e alavancar o desenvolvimento do setor industrial no estado com a vinda de empresas focadas na exploração deste mineral. Este é um dos objetivos da parceria entre o governo do estado e o Serviço Geológico do Brasil da Companhia de Pesquisa em Recursos Minerais (CPRM) no projeto Fosfato Brasil que visa delimitar alvos potenciais do minério em solo brasileiro. Geólogos do CPRM estiveram reunidos esta semana com a equipe técnica da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme).
O fosfato, juntamente com o nitrogênio e o potássio, é a base de todo fertilizante. Segundo Reinaldo Brito, chefe do departamento de Recursos Minerais da CPRM, o Brasil como um grande produtor de alimentos gasta cerca de US$ 900 milhões em importação apesar de ofertar cerca de 70% do fosfato utilizado em solo brasileiro. "O consumo é crescente, a agricultura está sempre expandindo em produção e o que temos não atende a demanda. Além disso o uso mais intenso de fertilizantes é um dos inibidores do avanço das fronteiras agrícolas".
Do trio de elementos que compõem os adubos, o nitrogênio é derivado da petroquímica e o potássio vem da produção de sais que o país importa em grande quantidade. "O fosfato é o único elemento para o qual o país tem vocações geológicas e potencial de solo", ressaltou Brito. "Com a demanda em aumento contínuo não conseguimos alcançar o nível de consumo interno o que faz crescer tanto o déficit em pagamentos quanto a vulnerabilidade externa da agroindústria".
Estado quer ser autossuficiente
Tornar Mato Grosso autossuficiente em fosfato e alavancar o desenvolvimento do setor industrial no estado com a vinda de empresas focadas na exploração deste mineral
Por Maria Angélica de Moraes
18/09/2009 10h43 · Fonte: Gazeta Digital


