A estiagem registrada no Oeste da Bahia atrasou em mais de duas semanas o plantio da safra de grãos 2015/16 na região. A semeadura de soja e milho, prevista para iniciar em 1° de novembro, foi concluída apenas 20 dias depois. A produção de algodão também foi afetada resultando no plantio de apenas 10% da área destinada para cultivo da fibra.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (17.12), a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) adverte que o atraso e a irregularidade da chuva podem impactar diretamente no plantio da safra. Além disso, os problemas enfrentados por produtores com a liberação de crédito também influenciaram na tomada de decisão sobre a área a ser plantada com cada cultura.
A Aiba ressalta ainda que a regularidade das chuvas, nos meses de dezembro e janeiro, é decisiva para produtividade dos grãos no Oeste baiano. No entanto, no final de semana passado, choveu em diferentes áreas de Formosa do Rio Preto, Correntina e São Desidério, trazendo alento para alguns produtores da região. Para os próximos dias, a previsão é de novas pancadas de chuva no Oeste da Bahia.
Soja
Os produtores do Oeste baiano reservaram 1,55 milhão de hectares para cultivo da soja na safra 2015/16, incremento de 130 mil ha em relação à safra passada. A produtividade média é de 56 sacas por hectare na região.
Milho
No Oeste baiano, o grão será cultivado em 130 mil hectares. Para o próximo ciclo, a produtividade do milho deve chegar a 163 sc/ha. Na safra passada, o número foi de apenas 135sc/ha.
Algodão
Para o algodão, a previsão é de que 240 mil hectares sejam semados até a primeira quinzena de janeiro de 2016. A confirmação, porém ainda depende da incidência de chuva, prevista para segunda quinzena de dezembro. A produtividade média esperada é de 270 arrobas por hectare, volume equivalente às últimas três safras.
Milheto, sorgo e feijão
A Aiba ainda estima um crescimento nas produções de milheto, sorgo e feijão gurutuba, que devem ocupar principalmente as áreas novas e as que não foram plantadas pelas três principais culturas (soja, milho e algodão), devido aos problemas de crédito e irregularidade pluviométrica.