A colheita de milho no fim de maio do agricultor João Lipinski Neto será de 400 sacos por hectare. Segundo os cálculos do homem que nasceu e se criou na roça, são 100 sacos a mais que na colheita passada. A alta na produtividade já está sendo creditada ao uso do adubo produzido pelo projeto Alto Iguaçu. "As canas estão mais grossas e as espigas maiores e mais viçosas", comemora.
Lipinski optou pelo produto em outubro passado depois de conhecer o resultado positivo da aplicação em outras propriedades. A aposta foi em 23 alqueires onde, anteriormente, houve uso exclusivo de calcário, ureia e a adubo químico. A proporção indicada pelos agrônomos do projeto após a análise do solo foi de oito toneldas por hectare. "Estou nesta terra a quatro anos e sinto que seu potencial foi melhorado", analisa.
A escolha também tem fundo econômico. O adubo químico representa 25% do custo da produção do milho orçado em R$ 6 mil. "Calculo uma queda entre 5 e 10% no uso de NPK no próximo plantio", planeja. Um dos agrônomos do projeto e doutor no assunto de reciclagem de resíduos pela UFPR, Jetro Salvador, explica que o adubo orgânico é um complemeto para terra e que os aditivos químicos não devem ser suprimidos totalmente mas que "quanto mais se usa, menos se aplica o químico", diz.