Normalmente usado na adubação de laranjais, produto testado na Esalq pode diminuir custo com fertilizantes
Um fertilizante contendo micro-organismos, usado principalmente em laranjais, pode colaborar no desenvolvimento das plantações de café se devidamente implantado, como confirma estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) da USP, em Piracicaba. O autor da pesquisa, o engenheiro agrônomo Rafael Tadeu de Assis, testou em cafeeiros um adubo que auxilia a planta na obtenção de fósforo. Trata-se de um produto comercializado por uma empresa de fertilizantes da cidade de Barretos, no Estado de São Paulo.
“A pesquisa utilizou o fertilizante para cafeeiros e verificou sua viabilidade para mudas e plantas adultas de café”, comenta Assis sobre o principal objetivo do estudo.
O produto se mostrou eficaz, mas não como substituto do adubo normal. O engenheiro verificou que o adubo contendo micro-organismos se mostra eficaz quando usado junto com o fertilizante comum. Ele explica que isso ocorre porque os micro-organismos têm a capacidade de solubilizar o fósforo que está no solo: “Normalmente, quando se faz a adubação no solo, se perdem de 70% a 80% do fósforo. Uma vez que se joga o fósforo na planta com o adubo normal, parte fica com ela e parte se perde. O novo produto ajuda a planta a disponibilizar o fósforo que estava retido no solo”.
Em termos químicos, o engenheiro detalha que parte do fósforo aplicado no solo faz ligações químicas com cálcio, ferro e alumínio, mas a planta não consegue quebrar essas ligações. Os micro-organismos do fertilizante produzem uma enzima que ajuda a liberar parte do fósforo retido.
Além de ajudar a solubilizar o fósforo, o uso do fertilizante novo na dose certa também permitiu a diminuição da aplicação do adubo normal. Segundo Assis, isso barateia os custos, pois o produto é mais barato que as outras fontes de adubação.
Testes
“A pesquisa utilizou o fertilizante para cafeeiros e verificou sua viabilidade para mudas e plantas adultas de café”, comenta Assis sobre o principal objetivo do estudo.
O produto se mostrou eficaz, mas não como substituto do adubo normal. O engenheiro verificou que o adubo contendo micro-organismos se mostra eficaz quando usado junto com o fertilizante comum. Ele explica que isso ocorre porque os micro-organismos têm a capacidade de solubilizar o fósforo que está no solo: “Normalmente, quando se faz a adubação no solo, se perdem de 70% a 80% do fósforo. Uma vez que se joga o fósforo na planta com o adubo normal, parte fica com ela e parte se perde. O novo produto ajuda a planta a disponibilizar o fósforo que estava retido no solo”.
Em termos químicos, o engenheiro detalha que parte do fósforo aplicado no solo faz ligações químicas com cálcio, ferro e alumínio, mas a planta não consegue quebrar essas ligações. Os micro-organismos do fertilizante produzem uma enzima que ajuda a liberar parte do fósforo retido.
Além de ajudar a solubilizar o fósforo, o uso do fertilizante novo na dose certa também permitiu a diminuição da aplicação do adubo normal. Segundo Assis, isso barateia os custos, pois o produto é mais barato que as outras fontes de adubação.
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