O zootecnista João Darós, doutor em nutrição de bovinos, explica que a quantidade de forragem que o pasto produz depende de quatro fatores: água, luz, temperatura e minerais presentes no solo. Segundo ele, é exatamente na fertilidade do solo que o produtor pode interferir com facilidade e a custos compatíveis com a atividade. “No Cerrado, não temos como fugir da calagem e da adubação”, diz.
Darós e Alecssandro lamentam o fato de os pecuaristas, principalmente os que se dedicam à pecuária de corte extensiva, não fazerem a adubação dos pastos. “Não há milagre. Se o capim precisa de minerais para crescer e os tira do solo, com o passar do tempo, a produção de matéria seca da pastagem vai diminuir. A solução é manter a fertilidade do solo, com a reposição de minerais.”
Os pesquisadores defendem a necessidade de uma adubação completa no plantio da forrageira e de uma adubação nitrogenada de manutenção. Segundo afirmam, o pecuarista tem de adquirir o hábito de investir na pastagem.
A adubação é fundamental mas, sozinha, não garante a qualidade dos pastos. É preciso observar outras técnicas, entre elas a definição da taxa de lotação do pasto e a altura de entrada e saída dos animais de cada área. Alecssandro afirma que o princípio básico do bom manejo é manter o equilíbrio entre a capacidade de produção de massa seca da forrageira e a taxa de lotação da área. Ele alerta o pecuarista para não confiar apenas em sua experiência. “É preciso ter a orientação de um profissional.”
Pastagem pede investimento constante
A adubação é fundamental mas, sozinha, não garante a qualidade dos pastos
Por Renata
03/04/2009 00h00 · Fonte: O Popular


