A produtividade média da soja plantada em Não-Me-Toque foi de 54,3 sacas por hectare na safra 2008/2009. No Estado, a média foi de 37 sacas por hectare. Esse desempenho não é milagre, nem sorte. É o resultado da agricultura de precisão, técnica que mapeia a fertilidade do solo e estabelece o plano de cultivo na propriedade.
Não é à toa que Não-Me-Toque é reconhecida como a Capital da Agricultura de Precisão, segundo lei estadual de 2007. Na época da aprovação da lei, o município diminuiu o uso de insumos entre 20% e 30% e aumentou em 9% a produtividade e a rentabilidade nas lavouras. Bastou saber usar bem a tecnologia existente.
Em 2007, a safra de milho tinha atingido um rendimento médio de 9 mil quilos por hectare, muito acima da média gaúcha de 3,9 mil quilos. Com o método de precisão, o produtor evita o desperdício de adubos e fertilizantes e diminui o impacto ambiental.
Para o gerente de tecnologia da fabricante de máquinas agrícolas Stara, Cristiano Paim Buss, a técnica é um caminho sem volta, como foi a prática do plantio direto.
– Atualmente, os produtores são muito mais gestores do seu negócio, no qual a palavra-chave é a informação. Essa tecnologia é a ferramenta da informação que ajuda o gestor a tomar decisões e usar de maneira mais eficiente o capital – diz Buss, um dos divulgadores da agricultura de precisão no Rio Grande do Sul.
OS PRODUTORES REUNIRAM INFORMAÇÕES VALIOSAS DOS ÚLTIMOS OITO ANOS
As primeiras experiências com a tecnologia ocorreram em 2000, em cerca de 250 hectares na Fazenda Anna. Cinco anos depois, com outros 11 produtores associados da Cooperativa Tríticola Mista Alto Jacuí (Cotrijal), a área de manejo foi triplicada. Hoje, a tecnologia também está implantada em propriedades de Almirante Tamandaré do Sul, Carazinho, Lagoa dos Três Cantos, Nicolau Vergueiro, Saldanha Marinho, Santo Antônio do Planalto, Tio Hugo e Victor Graeff.
Além da Fazenda Anna e da Cotrijal, integram a parceria a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a fabricante de fertilizantes Yara e as montadoras de máquinas agrícolas Agco e Stara.
O chamado projeto Aquarius conseguiu formar um banco de dados que contém oito anos de resultados de análises de solos e rendimento de culturas. São informações que guiarão as próximas lavouras.
Os resultados da tecnologia da agricultura de precisão são notáveis. Na safra 2005/2006, no auge da crise agrícola, uma das fazendas de Não-Me-Toque reduziu em 23% a utilização de insumos.
Devido ao alto custo do fertilizante na época, numa área de 132 hectares, gerou-se uma economia de R$ 12,6 mil em aplicação de fósforo e potássio. Mesmo assim, a produtividade manteve-se na média de 48 sacas por hectare.
Solo mais fértil
Não é à toa que Não-Me-Toque é reconhecida como a Capital da Agricultura de Precisão, segundo lei estadual de 2007. Na época da aprovação da lei, o município diminuiu o uso de insumos entre 20% e 30% e aumentou em 9% a produtividade e a rentabilidade nas lavouras. Bastou saber usar bem a tecnologia existente.
Em 2007, a safra de milho tinha atingido um rendimento médio de 9 mil quilos por hectare, muito acima da média gaúcha de 3,9 mil quilos. Com o método de precisão, o produtor evita o desperdício de adubos e fertilizantes e diminui o impacto ambiental.
Para o gerente de tecnologia da fabricante de máquinas agrícolas Stara, Cristiano Paim Buss, a técnica é um caminho sem volta, como foi a prática do plantio direto.
– Atualmente, os produtores são muito mais gestores do seu negócio, no qual a palavra-chave é a informação. Essa tecnologia é a ferramenta da informação que ajuda o gestor a tomar decisões e usar de maneira mais eficiente o capital – diz Buss, um dos divulgadores da agricultura de precisão no Rio Grande do Sul.
OS PRODUTORES REUNIRAM INFORMAÇÕES VALIOSAS DOS ÚLTIMOS OITO ANOS
As primeiras experiências com a tecnologia ocorreram em 2000, em cerca de 250 hectares na Fazenda Anna. Cinco anos depois, com outros 11 produtores associados da Cooperativa Tríticola Mista Alto Jacuí (Cotrijal), a área de manejo foi triplicada. Hoje, a tecnologia também está implantada em propriedades de Almirante Tamandaré do Sul, Carazinho, Lagoa dos Três Cantos, Nicolau Vergueiro, Saldanha Marinho, Santo Antônio do Planalto, Tio Hugo e Victor Graeff.
Além da Fazenda Anna e da Cotrijal, integram a parceria a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a fabricante de fertilizantes Yara e as montadoras de máquinas agrícolas Agco e Stara.
O chamado projeto Aquarius conseguiu formar um banco de dados que contém oito anos de resultados de análises de solos e rendimento de culturas. São informações que guiarão as próximas lavouras.
Os resultados da tecnologia da agricultura de precisão são notáveis. Na safra 2005/2006, no auge da crise agrícola, uma das fazendas de Não-Me-Toque reduziu em 23% a utilização de insumos.
Devido ao alto custo do fertilizante na época, numa área de 132 hectares, gerou-se uma economia de R$ 12,6 mil em aplicação de fósforo e potássio. Mesmo assim, a produtividade manteve-se na média de 48 sacas por hectare.
Solo mais fértil


