Análise de Mercado - Depois de quedas consecutivas nos preços desde março/2009 os preços dos fertilizantes tiveram uma leve alta no mês de outubro, mas praticamente os preços se manteram nas principais revendas em Goiás. Os preços oscilaram em decorrência, principalmente, a leva alta de preço do Cloreto de Potássio e dos Fosfatados no mercado. Os estoques das grandes misturadoras e importadoras estão no final e a tendência é de que ocorram, daqui por diante, novas importações diretamente proporcionais à demanda. Diante da crise que afetou grandemente as importadoras e grandes multinacionais, a palavra de ordem agora é cautela frente ao mercado de 2010, já que o deste ano praticamente já se enascerrou.
As revendas e misturadoras de pequeno e médio porte, que também sofreram grandemente com falta de liquidez, estão agora buscando a todo custo o restante do mercado ainda existente, o chamado “picadão”, e isso é evidente nas fábricas onde se nota o grande volume de caminhões e filas para carregamento de produtos.
As Usinas Sucroenergéticas, aproveitando o bom momento do setor com os bons preços dos produtos derivados da cana (etanol e açúcar) continua a adquirir produtos para renovação das soqueiras e novos plantios.
A ANDA, Associação Nacional para difusão dos adubos, enfim publicou as estatísticas referentes ao período de janeiro a setembro, o que não casou muitas surpresas, apesar de termos notado um freamento na queda, principalmente dos fertilizantes entregues ao consumidor final.
Até setembro deste ano, as importações de matéria-prima caíram 43%, valor menor que no período de janeiro a agosto quando acumulou uma queda de 57,1% em relação ao mesmo período do ano passado. No ano passado as empresas importaram mais de 13 milhões de toneladas de matéria-prima e no mesmo período deste ano as importações não chegaram a 8 milhões de toneladas.
A quantidade de fertilizantes entregue ao consumidor, no período de janeiro a setembro, segundo a ANDA, despencou 11,3%, índice bem mais baixo que verificado de janeiro a agosto que foi de 22,4%. Em Goiás calcula-se que essa queda foi um pouco menor, 8%.
O petróleo, que atingiu a casa dos US$ 80,00 o barril no mês de outubro, tem oscilado um pouco, e pode afetar diretamente os produtos, especialmente a Uréia, e os fretes internacionais. Na média geral os fertilizantes formulados subiram 1,7% no mês de outubro e no comparativo médio geral, tomando como base o mês de janeiro deste ano, a queda nos preços de fertilizantes foi de 28,1 pontos percentuais para matérias primas e de 34,2 pontos para os formulados. Comparando-se os preços atuais com os praticados em setembro de 2008, a queda chega a 46,4% para formulados e 50,1% para matéria-prima.
Possivelmente os preços continuarão a se manter e pequenas oscilações para cima poderão ocorrer, já que as empresas baseiam seus preços no comportamento do mercado internacional fazendo a equalização dos preços visando diminuir o prejuízo e também para aproveitar a pequena fatia do mercado que ainda resta.
A tendência de agora em diante é de que as empresas se programem com critérios mais rigorosos, principalmente no quesito importação, o que também obrigará os produtores compradores a se programarem também para não terem dor de cabeça com relação à disponibilidade e preços dos produtos.
A análise dos preços de fertilizantes é realizada mensalmente pela Gerência de Estudos Técnicos e Econômicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG).
Gerente de Estudos Técnicos e Econômicos: Edson Alves Novaes
Responsável técnico e autor do artigo: Alexandro Alves dos Santos
Preços de fertilizantes oscilam pouco e praticamente se mantém em outubro
Os estoques das grandes misturadoras e importadoras estão no final e a tendência é de que ocorram, daqui por diante, novas importações diretamente proporcionais à demanda
Por Janice
12/11/2009 17h05 · Fonte: FAEG - Federação da Agricultura do Estado de Goiás


