Da Reportagem/Sinop - Sojicultores localizados no norte de Mato Grosso, região denominada como “Nortão”, projetam ampliar a área destinada à cultura entre 3% e 5% nesta safra (11/12), em relação à superfície utilizada na safra passada. Além de ampliar a área, principalmente por meio da reutilização de hectares de pastagem degradada, eles esperam obter melhor produtividade nesta temporada.
A previsão do Sindicato Rural de Sinop (503 quilômetros ao norte de Cuiabá) é superar os 450 mil hectares cultivados no ano passado. A região abrange os municípios de Sinop, Cláudia, Itaúba, Marcelândia, Santa Carmem, União do Sul e Tabaporã. Com o incremento que vem de áreas de pastagens, a área semeada poderá contabilizar 472 mil hectares, o que implicaria em um volume 5% superior ao ciclo 10/11.
“Tem muitas áreas de pastagem degrada que este ano migrarão para o cultivo da soja. Isso vai ajudar no incremento da produtividade. Mato Grosso é um Estado que a cada ano aumenta [a área], não é de uma só vez, mas que sempre vem aumentando”, destacou o presidente do Sindicato Rural de Sinop, Leonildo Barei.
Não apenas o aumento da extensão do plantio irá proporcionar uma colheita maior. Com preços futuros atraentes à soja, os sojicultores irão investir mais em pacotes tecnológicos e assim, garantirão produtividade superior. Barei ainda não sabe quanto os agricultores irão colher a mais por hectare, mas ele tem a certeza de que, nessa safra, muito mais sacas serão extraídas das lavouras.
“O mercado está favorável e isso incentiva o produtor. Faz ele acreditar mais na atividade”, pontuou. “O preço está remunerador e, com isso, o produtor investe mais em calcário, em adubos, enfim, investe melhor e, consequentemente, terá uma produção melhor. Tudo isso ajuda o produtor, claro que tudo está aliado ao clima”, ponderou.
O município de Sinop tem uma área territorial de cerca de 330 mil hectares. Um terço desse total, cerca de 108 mil hectares, está destinado ao plantio agrícola de soja e milho. Caso o incremento de área para a safra 11/12 também chegue a 5%, o município deverá cultivar pouco mais de 113 mil hectares com a oleaginosa.