Com a falta de liquidez no trigo e os baixos preços do milho e da soja, empresas de fertilizantes aproveitaram a Expodireto Cotrijal para estreitar o relacionamento com clientes. Segundo representantes das indústrias, o movimento nos estandes se restringiu a consultas, como fez Airton Parisi, produtor de Três Palmeiras. "Vou esperar mais. O preço dos adubos está alto e o dos grãos, em baixa. Talvez a situação melhore para a frente."
Normalmente, a Expodireto esboça a busca por insumos para a lavoura de trigo e antecipação de compra para o plantio da safra de verão, explica Márcio Lauschner, coordenador comercial da Unifertil. Os negócios em marcha lenta reforçam a percepção de que haverá concentração de demanda no segundo semestre, que normalmente corresponde a 70% das vendas. Para o diretor da Fertilizantes Piratini, José Claudino dos Santos, o adiamento da compra dificultará o planejamento de empresas, que levam pelo menos 90 dias para importar suprimentos.
O gerente comercial da Yara Brasil Fertilizantes, João Luis Benetti, prevê reação no mercado a partir da liberação de recursos públicos para a safra 2010/2011. "O ano começou muito bom, mas a queda no preço dos grãos dificulta os negócios."


