Os produtores que adoraram cultivares geneticamente modificadas tiveram retorno econômico líquido de US$ 18,8 bilhões em 2012. Isso equivale a um aumento médio de renda de US$ 117/hectare, segundo o estudo da consultoria inglesa PG Economics “GM Crops: global socio-economic and environmental impacts”.
Em termos globais, os produtores receberam uma média de US$ 3,33 para cada dólar investido em sementes transgênicas em 2012. Nos países em desenvolvimento esse retorno foi maior: US$ 3,74 por dólar investido, em relação aos países desenvolvidos, onde esse índice foi de US$ 3,04.
“Os maiores aumentos de produtividade e a maioria dos ganhos ambientais também ocorreram nessas regiões, onde muitos trabalhadores rurais têm recursos escassos e cultivam pequenas áreas de terra”, disse Graham Brookes, diretor da PG Economics e coautor do relatório.
A diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Adriana Brondani, lembra que o aumento sistemático nas taxas de adoção da biotecnologia é um sinal de que os benefícios dos transgênicos são claros. “Por meio do manejo mais flexível e da racionalização no uso de insumos, há uma expressiva redução de custos que, em última análise, significa mais lucro para os agricultores” afirma.