Colheita de uva é aberta oficialmente na Região Centro Serra
Estimativa considera ocorrência de quebra em torno de 30 a 40%
“A redução é causada pelas adversidades climáticas como geada tardia, excesso de chuva e vento frio, nos meses de outubro e novembro, durante as fases de floração e formação do grão, além de queda de granizo e vendaval”, explica o extensionista da Emater/RS-Ascar de Passa Sete, técnico agrícola Emocir Joel dos Santos.
A abertura da colheita será realizada na localidade de Campo de Sobradinho São Pedro, nos vinhedos de João Calheiro, com recepção ao público e visitação ao parreiral, numa promoção da Emater/RS-Ascar, prefeitura, Associação de Vitivinicultores do Centro Serra (Avitis) e Cooperativa Vinícola Serrana.
Após, às 19h30min, no Ginásio de Esportes São Pedro, haverá pronunciamentos das autoridades e palestra sobre diversificação de culturas na propriedade rural. Também estão programadas apresentações artísticas, homenagem aos produtores e degustação de produtos coloniais.
Em Passa Sete, 13 agricultores familiares cultivam aproximadamente 6,5 hectares de parreirais das variedades bordô, francesa, isabel, niágara branca e rosa e goethe (casca dura).
Centro Serra
Na região Centro Serra, a Emater/RS-Ascar atua na organização dos produtores e na assistência técnica através de reuniões, visitas e demonstração de métodos nas propriedades. “A fruticultura vem sendo incentivada no município como forma de diversificação nas propriedades e alternativa de renda”, conta Emocir. As principais culturas com potencial de mercado são a videira, a laranja, o kiwi e a ameixa. “São culturas permanentes que deixam um bom valor econômico em relação à área que é ocupada”, diz o técnico.
Pinhal Grande
“Os cuidados vão desde a hora mais adequada do dia para fazer a colheita e o tipo de recipiente em que as uvas colhidas serão colocadas, até o grau de maturação correto e o controle sensorial que deve ser feito para saber se os frutos estão no ponto certo. Sem isso, toda a dedicação dos meses de cultivo pode ser comprometida e, por causa de detalhes, o produtor pode ter prejuízos no final das contas”, afirma o extensionista da Emater/RS-Ascar de Pinhal Grande, técnico em agropecuária Rodinei Carvalho dos Santos.
No município, porém, haverá uma redução na produção de aproximadamente 5%. “Houve acúmulo de práticas conservacionistas do solo que fizeram com que, na época de estiagem, as plantas não sentissem muito o estresse hídrico e, consequentemente, a produção deste ano não fosse afetada”, explica Rodinei.
Para o produtor Felipe Giuliani, o tempo está colaborando nessa fase final da videira. “Estamos conseguindo colher a uva bem madura e, o mais importante, os frutos estão apresentando um bom teor de açúcar, o que é um ponto essencial para a fabricação de um bom vinho”, diz ele. Com 50% de uvas já colhidas, o parreiral da família ocupa uma área de 4 hectares em Pinhal Grande, com as variedades niágara, francesa, bordô e goethe (casca dura).