Chicago

Cotações da soja reagiram mal ao relatório do USDA

Há pouco a esperar no sentido de recuperação das cotações
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As cotações da soja em Chicago efetivamente reagiram mal ao relatório do USDA, divulgado em 09/11. Nesta semana, o bushel recuou bastante, chegando a bater em US$ 9,59 no dia 14/11, para o primeiro mês cotado. Posteriormente, a partir do 15/11, entrou o mês de janeiro/18 como referência e, juntamente com ajustes técnicos, elevou um pouco as cotações. Com isso, o fechamento desta quinta-feira (16) ficou em US$ 9,72/bushel.

Diante de uma safra recorde nos EUA, onde a colheita já atingia a 93% da área no dia 12/11, contra 95% na média histórica, o mercado se volta para a América do Sul e verifica que, por aqui, há um quadro de aumento de área semeada igualmente, além de um clima que, no geral, está propício ao plantio e desenvolvimento da planta semeada. Assim, pelo lado da oferta há pouco a esperar no sentido de recuperação das cotações.

Ao mesmo tempo, a firmeza do dólar, somada a forte queda nos preços internacionais do petróleo, ajudaram a puxar para baixo as cotações da soja e derivados durante a semana. Para complicar o quadro, os chineses embargaram dois navios devido a falta de certificados que garantissem a procedência das variedades de soja transgênica ali transportadas. A China adicionou, recentemente, novos protocolos para variedades de soja, como medida preventiva. Isso deixa o mercado mais tenso, pois a qualquer momento os chinese podem enviar de volta navios com o produto.

Por outro lado, os fundos especulativos ainda possuem 46.000 contratos de compra, deixando a entender que logo mais poderão reiniciar um processo de vendas. Além disso, no mercado físico as exportações estadunidenses de soja estão praticamente paradas, em um momento em que há abundância de soja nos EUA e os estoques tendem a crescer ainda mais.

Em síntese, o mercado deve continuar oscilando dentro do patamar de US$ 9,50 e US$ 10,00/bushel nos próximos dias e mesmo semanas, salvo uma ocorrência surpreendente.

No Brasil, os preços se mantiveram em pequena alta, apoiados pelo câmbio que voltou a flertar com R$ 3,30 por dólar. Desta maneira, a média gaúcha no balcão fechou a semana em R$ 63,69/saco, enquanto os lotes giraram entre R$ 68,00 e R$ 68,50/saco. Nas demais praças nacionais os lotes oscilaram entre R$ 58,00/saco em Sorriso (MT) e R$ 71,00/saco em Campos Novos (SC), passando por R$ 62,00 em Chapadão do Sul e São Gabriel (MS); R$ 64,00 em Goiatuba (GO), R$ 63,00 em Pedro Afonso (TO); e R$ 65,00 em Uruçuí (PI).

Por enquanto, após as dificuldades iniciais pela falta de chuvas, o plantio avança bem, não havendo razões aparentes para preocupações.

Neste sentido, até o dia 10/11 o plantio nacional de soja chegava a 56% da área esperada, contra 60% na média histórica para esta data. No Rio Grande do Sul o plantio atingia 28%, contra 25% na média; no Paraná 87% estava semeado, contra 81% na média; no Mato Grosso 79% plantado , contra 84%; Mato Grosso do Sul 94%, contra 85% na média; Goiás 40%, contra 67% na média; São Paulo 65%, contra 61% na média; Minas Gerais 30%, contra 41% na média; Bahia 17%, contra 15%; e Santa Catarina 47% semeado, contra 51% na média. Nota-se que Goiás, Minas Gerais e Santa Catarina estão ainda com os maiores atrasos no plantio, porém, nesta última semana o mesmo registrou boa recuperação.

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