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Desvalorização do trigo em Chicago

Semana desafiadora para o trigo


Foto: Divulgação

As cotações do trigo, em Chicago, igualmente indicaram um viés de baixa durante a  semana, puxadas pelo relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado no dia 08/12. Segundo a análise do Central Internacional de Analise Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o fechamento da quinta-feira (14) ficou em US$ 5,94/bushel, para o primeiro  mês cotado, contra US$ 6,26 uma semana antes. 

Quanto ao relatório, o mesmo indicou, para o ano 2023/24, uma produção nos EUA de 49,3 milhões de toneladas, sem modificações em relação a novembro. Porém, houve  pequena redução nos estoques finais estadunidenses do cereal, com os mesmos ficando, agora, em 17,9 milhões de toneladas, ou seja, 700.000 toneladas a menos do que o indicado em novembro. Por sua vez, a produção mundial de trigo ficou estabelecida em 783 milhões de toneladas, com um ganho de pouco mais de um  milhão de toneladas sobre novembro. Já os estoques finais mundiais ficaram em 258,2  milhões de toneladas, sem grandes modificações em relação a novembro.

A produção argentina, neste novo ano comercial, ainda está indicada em 15 milhões de toneladas, enquanto a brasileira sofreu um corte de um milhão de toneladas, vindo a 8,4 milhões  de toneladas. Assim, segundo o USDA, neste novo ano comercial, o Brasil deverá  importar 5,6 milhões de toneladas de trigo. Enfim, o preço médio ao produtor  estadunidense do cereal foi elevado para US$ 7,30/bushel no corrente ano, ganhando  10 centavos sobre novembro, contra US$ 8,83/bushel um ano antes. 

Dito isso, os EUA embarcaram 281.697 toneladas de trigo na semana encerrada em 07/12, ficando dentro do esperado pelo mercado. Com isso, o total já exportado neste  ano comercial atinge a 8,6 milhões de toneladas, ainda 23% a menos do que o  realizado em igual momento do ano anterior. 

Por outro lado, na Ucrânia, a expectativa é de se colher a menor safra de trigo dos  últimos 12 anos, em função do recuo na área semeada motivado pela guerra. Com  isso, a produção final do cereal poderá atingir a 20,2 milhões de toneladas, ficando  abaixo da média de 25,9 milhões dos cinco anos anteriores. Seria, assim, a menor  produção desde 2012.

Enquanto isso, na Argentina, a Bolsa de Comércio de Rosário elevou a estimativa de  produção para 14,5 milhões de toneladas de trigo, acrescentando um milhão de  toneladas a mais sobre as estimativas anteriores. O motivo está na melhoria climática  no momento do enchimento de grãos, com chuvas e frio adequados para a cultura. 
 

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